. Que existam nos céus contínuos representativos, tais como eles estão na Palavra, é o que antes se disse e se mostrou algumas vezes. Esses representativos são tais que os espíritos e anjos aparecem numa luz muito mais clara do que a luz do sol no meio-dia no mundo; e esses representativos são tais que, vendo-os na forma externa, se percebe o que eles significam na forma interna, e que neles se percebem coisas ainda mais interiores. Com efeito, há três céus, no primeiro céu, os representativos229 aparecem na forma externa com a percepção do que eles significam na forma interna; no segundo céu eles aparecem tais quais eles são na forma interna com a percepção do que eles são em uma forma ainda mais interior; no terceiro céu eles aparecem nessa forma ainda mais interior, que é forma íntima. Os representativos que aparecem no primeiro céu são os gerais das coisas que aparecem no segundo, e os representativos do segundo são os gerais das coisas que aparecem terceiro, assim nos representativos do primeiro céu há interiormente os do segundo, e nos do segundo há interiormente os do terceiro; e o como eles se apresentam assim segundo os graus, pode-se ver quanta perfeição, sabedoria e, ao mesmo tempo, quanta felicidade há nas coisas que estão no céu íntimo, e que são absolutamente inefáveis, pois apresentam-se miríades de miríades em uma só coisa particular de um geral. Todos e cada um desses representativos envolvem tais coisas que pertencem ao Reino do Senhor, e estas envolvem as coisas que pertencem ao Senhor mesmo. Aqueles que estão no primeiro céu veem em seus representativos tais coisas que existem na esfera interior do Reino, e nestas coisas as que existem em uma esfera ainda mais interior, e assim os representativos do Senhor, mas de longe. Aqueles que estão no segundo céu veem, em seus representativos, as coisas que estão na esfera íntima do Reino, e nessas coisas os representativos do Senhor mais de perto. Aqueles que estão no terceiro veem o Senhor mesmo.