. ‘E faze-me uma iguaria, como amei’; que signifique as amenidades daí resultantes porque provêm do bem, é o que se vê pela significação da ‘iguaria’, que são as amenidades que, porque provêm de ‘Esaú’, por quem é representado o bem do natural, é porque provém do bem. A ‘iguaria’, na língua original, designa os prazeres e as amenidades do paladar, e significam, no sentido interno, os prazeres que pertencem ao bem e as amenidades que pertencem ao vero, a causa é porque o paladar, assim como todos os outros sentidos do corpo, corresponde aos celestes e aos espirituais. Na continuação, pela Divina Misericórdia do Senhor, se tratará dessa correspondência. Não se pode ver também como essas coisas se passam, exceto se se souber como o natural se torna novo ou recebe a vida do racional, isto é, do Senhor por meio do racional. [2] O natural não se torna novo ou não recebe a vida correspondente ao racional, isto é, não é regenerado, a não ser por meio dos doutrinais ou das cognições do bem e do vero: o homem celeste, primeiro por meio das cognições do bem, e o homem espiritual, primeiro por meio das cognições do vero. Os doutrinais ou as cognições do bem e do vero não podem ser comunicados ao homem natural, assim, não podem ser conjungidos e apropriados senão por meio dos prazeres e das amenidades a ele acomodadas, pois são insinuados pela via externa, ou sensual. Tudo que não entra por algum prazer ou por alguma amenidade, isto não é inerente, portanto, não permanece. São estas as coisas que são significadas pelo vero do bem e pelas amenidades vindas daí, e estas são as coisas de que se trata na sequência.