. ‘Que [estavam] com ela na casa’; que signifique que provêm do Divino Bem por meio do Divino Vero do Divino Racional, é o que se vê pela representação de ‘Rebeca’, que é aqui ‘ela’, que é o Divino Vero do Divino Racional, de se tratou antes; e pela significação da ‘casa’, que aqui é o Divino Bem, porque é predicada do Senhor. Que a ‘casa’ seja o bem, foi visto (n. 710, 2233, 2234, 2559, 3128). Que essas coisas sejam significadas por estas palavras, “que [estavam] com ela na casa”, é porque pela ‘casa’ é significado o racional tanto quanto ao bem como quanto ao vero, ou, o que é mesmo, tanto quanto ao voluntário (pois este pertence ao bem), como quanto ao intelectual (pois este pertence ao vero). Quando o racional proveniente do voluntário ou do bem atua por meio do intelectual ou do vero, então a mente racional é chamada ‘uma só casa’; daí também o céu mesmo é chamado ‘casa de Deus’, porque ali não há senão o bem e vero, e o bem atua por meio do vero unido ou conjunto a si. Isso também é representado no casamento entre marido e esposa, que constituem uma só casa por essa causa, porque o amor conjugal existe a partir do casamento Divino do Bem e do Vero (n. 2728, 2729, 3132), e é a vontade de um e de outro proveniente do bem, mas com diferença conforme o bem está em relação ao seu vero; razão por que também pelo marido é significado o bem, e pela esposa, o vero. De fato, quando há uma só casa, então o bem ali é tudo, e o vero, porque pertence ao bem, é também o bem. Que se diga ‘com ela na casa’, e não com ele ou com eles, é porque se trata do estado de conjunção do vero e do bem, ou do estado antes que eles tenham sido plenamente unidos ou conjuntos, estado do qual se tratará agora no que segue.