. ‘Veio a seu pai, e disse: Meu pai! E disse: Eis-me [aqui]. Quem [és] tu, meu filho?’; que signifique o estado de percepção que provém da presença desse vero, é o que se pode ver pela representação de ‘Isaque’, que é aqui o ‘pai’; e pela representação de ‘Jacó’, que é aqui o ‘filho’, dos quais se tratou antes algumas vezes; depois, pela significação de ‘dizer’, que é perceber, do que também já se tratou; daí e a partir das coisas restantes, é evidente que é o estado de percepção proveniente da presença desse vero que é representado por ‘Jacó’. Mas qual é esse vero que é agora representado por Jacó, é evidente pelo sentido interno das coisas que precedem e das que seguem, a saber, que pela forma externa ele aparece como o bem e o vero que pertence ao bem — que são representados por ‘Esaú’ e significados pela sua ‘caça’ —, mas ele não é tal na forma interna. No homem que está sendo regenerado, isto é, antes de ter sido regenerado, o natural quanto ao vero parece tal, não realmente perante o homem, pois este nada conhece a respeito do bem e do vero que estão nele quando ele está sendo regenerado, mas sim diante dos olhos dos anjos, que veem tais coisas na luz do céu. O homem nem sequer sabe o que é o bem e o vero do natural, e porque não sabe, não pode perceber, e porque não percebe no geral, não pode perceber no particular, assim, não pode perceber as diferenças, e menos ainda as mudanças de estado deles; e porque não pode perceber essas coisas, dificilmente pode compreender a partir de alguma descrição o modo como acontece com esse bem e o vero desse bem. Contudo, como se trata dessas coisas neste capítulo, nas explicações que seguem, tanto quanto for possível compreender, virá a ser exposto.