. Que ‘os que amaldiçoarem a ti [serão] malditos’ signifique que aquele que for disjungido será disjunto; e que ‘os que abençoarem a ti [serão] benditos’ signifique que aquele que se conjungir será conjunto, é o que se vê pela significação de ‘ser amaldiçoado’, que é ser disjungido, e de ‘ser abençoado’, que é ser conjungido (n. 3504, 3514, 3530, 3565); essas expressões se dizem dos veros, e pelos que amaldiçoam são significados os falsos, que separam dos veros; e pelos que abençoam são significados os veros que se ajuntam aos restantes veros. Com efeito, acontece assim com os veros e os bens: é que entre si eles formam uma sociedade e, por fim, fazem como uma só cidade; é também por esse modo que eles se consociam. Isso tira a sua origem da forma do céu, na qual os anjos foram dispostos segundo as consanguinidades e as afinidades do bem e do vero, e assim constituem conjuntamente um só reino ou uma única cidade. Daí influem no homem os veros e os bens, e são dispostos nele em uma semelhante forma, e isso pelo Senhor só. Mas o modo como isso se opera se verá com mais evidência pela correspondência do Máximo Homem, que é o céu, com todas e cada uma das coisas que estão no homem, correspondência de que se tratará, pela Divina Misericórdia do Senhor, ao fim dos capítulos. A partir dessas explicações, fica agora evidente o que envolve a bênção ditada por Isaque a Jacó, mas entendida [como] a respeito de Esaú, a saber, que envolve a frutificação do bem pela multiplicação do vero, e novamente a frutificação desse vero.