. Que ‘eis, das gorduras da terra será a tua habitação’ signifique que a vida proviria do Divino Bem; e que ‘e do orvalho do céu, de cima’ signifique que proviria do Divino Vero, é o que se vê pela significação da ‘gordura’, que é o bem (n. 330), aqui o Divino Bem, porque isso se diz do Senhor; pela significação da ‘habitação’, que é a vida (n. 1293, 3384), porque a ‘habitação’ predica-se do bem (n. 2268, 2451, 2712); e pela significação do ‘orvalho do céu’, que é o vero proveniente do bem que pertence ao estado de paz e de inocência (n. 3579), aqui, o Divino Vero, porque isso é dito a respeito do Senhor. Palavras semelhantes foram ditas a Jacó, a saber: “DEUS te dará do orvalho do céu e das gorduras da terra” (acima, vers. 28). Mas ali se falou em primeiro lugar do ‘orvalho’, assim, do vero, e em segundo lugar das ‘gorduras da terra’, assim, do bem, e também que Deus lhe os daria. Aqui, portanto, a Esaú se fala em primeiro lugar das gorduras da terra, assim, do bem; e em segundo lugar do ‘orvalho do céu’, assim, do vero, e não que Deus daria, mas que a sua habitação será composta deles; daí também é evidente que Jacó representa o vero, e Esaú, o bem; depois, que antes o vero está aparentemente em primeiro lugar, e que isso é uma inversão da ordem, segundo as coisas que já foram muitas vezes demonstradas.