. ‘Foge-te246 para Labão, meu irmão, em Haran’; que signifique para a afeição do bem externo ou corporal, é o que se vê pela representação de ‘Labão’, que é a afeição do bem no homem natural (n. 3129, 3130, 3160); e pela significação de ‘Haran’, que é o externo e, por isso, o relativamente obscuro (n. 1430). Mas o que é propriamente significado aqui por ‘Labão’ e por ‘Haran’, pode-se ver pelos capítulos que seguem, em que ‘Labão’ e ‘Haran’ são mencionados, a saber, que é um bem colateral de uma estirpe comum. Com efeito, os bens e os veros têm uma conjunção entre si como nas famílias os pais, os irmãos, os consanguíneos e os afins (n. 685, 917, 2508, 2524, 2556, 2739). Contudo, essas coisas estão absolutamente ocultas para o homem que não está na vida do bem, este nem sequer sabe o que é o bem e, por isso, nem o que é o vero. Se ele conhecesse primeiro essas coisas, a saber, a partir da doutrina conjunta à vida, ou a partir da vida conjunta à doutrina, então ele conheceria e aperceberia inumeráveis coisas a respeito do bem e do vero, e isso sucessivamente de um modo cada vez mais distinto, e depois conjunções mútuas e relativas entre essas coisas [inte se], e finalmente proximidades em sua série, e em cada proximidade novamente inumeráveis coisas, assim, em suma, o céu em sua forma, isto é, em sua beleza e felicidade.