‘E disse Rebeca a Isaque’; que signifique a percepção do Senhor a partir do Divino Vero, é o que se vê pela significação de ‘dizer’, que é perceber; pela representação de ‘Rebeca’, que é o Divino Vero do Divino Racional do Senhor, e pela representação de ‘Isaque’, que é o Divino Bem aí, de que já se tratou; e como o Divino Bem é o Ser mesmo, e o Divino Vero é a Vida que daí procede, por isso o Senhor a partir do Divino Bem é principalmente o Senhor; eis por que se diz a percepção do Senhor a partir do Divino Vero. A Percepção a partir do Divino Vero do Racional provém do Intelectual, enquanto a Percepção a partir do Divino Bem provém do Voluntário; mas a percepção proveniente do intelectual não pertence ao intelectual, mas ao voluntário que influi, pois o intelectual não é outra coisa senão o voluntário em uma forma; tal é o intelectual quando ele está conjunto ao voluntário; mas antes que tenha sido assim conjunto, parece que o intelectual é por si e o voluntário por si, ainda que não seja nada senão um externo que se separa de um interno, pois o intelectual quando quis e pensou alguma coisa no interior, é o fim proveniente do voluntário que faz a sua vida, e governa aí o cogitativo. Que o intelectual tenha a vida procedente do fim, é porque o fim no homem é a sua vida (n. 1909, 3570). Daí se pode, de certo modo, ver o que é, no sentido representativo, a percepção de alguém procedente do vero e, no sentido supremo, a Percepção do Senhor proveniente do Divino Vero.