Texto
. A Ordem Divina e, por conseguinte, a ordem celeste, não termina senão no homem em seus corporais, a saber, em seus gestos, em suas ações, nos traços de sua face, em sua linguagem, em suas sensações externas e nos prazeres dessas sensações. Essas coisas são os externos da ordem, e os extremos do influxo, que então se delimitam. Mas os interiores que influem não são tais quais eles se mostram nos externos, mas são inteiramente de uma outra face, de um outro aspecto, de uma outra sensação e de uma outra volúpia. As correspondências ensinam quais eles são, depois também as representações das quais se tratou. Que os interiores sejam outros, pode-se ver pelas ações que fluem da vontade, e pela linguagem que flui do pensamento; as ações do corpo não são as mesmas na vontade, e as expressões da linguagem não são também tais quais são no pensamento. Sendo assim, é também evidente que os atos naturais fluem do espiritual, porquanto as coisas que pertencem à vontade e as que pertencem ao pensamento são espirituais, e que as coisas espirituais estão em efígie nas naturais de um modo correspondente, mas mesmo assim de outro modo.