Texto
. Há também um influxo procedente do Senhor por meio do céu nos sujeitos do reino vegetal, por exemplo, nas árvores de todo o gênero e nas suas frutificações, e nas plantas de diversos gêneros e nas suas multiplicações. Se o espiritual procedente de Senhor não atuasse continuamente por dentro nas formas primitivas deles, que estão nas sementes, nunca essas árvores nem essas plantas vegetariam e cresceriam de um modo e por uma sucessão tão admiráveis; mais as formas ali são tais, que elas nada recebem da vida. É por esse influxo que elas têm em si uma imagem do Eterno e do Infinito, como se vê claramente no fato que elas estão em um contínuo empenho de propagar seu gênero e sua espécie, para viverem assim como eternamente e também para povoarem o universo. Esse empenho está em cada semente. Mas todas essas coisas, que são tão maravilhosas, o homem as atribui à própria natureza, e não crê em nenhum influxo do mundo espiritual, porque de coração ele nega esse influxo; entretanto, ele deve saber que nada pode substituir senão por aquilo pelo qual ele existe, isto é, que a subsistência é uma perpétua existência, ou, o que é o mesmo, que a produção é uma contínua criação. Que, portanto, toda a natureza seja o teatro representativo do Reino do Senhor, foi visto (n. 3483); mas, pela Divina Misericórdia do Senhor, falar-se-á também, em outra parte, dos vegetais e de sua correspondência com o Máximo Homem.