. ‘E Esaú viu que as filhas de Canaã eram más aos olhos de Isaque, seu pai’; que signifique a previdência e a providência do Senhor de que as afeições desse vero, com os quais o bem natural tinha estado até agora conjunto, não conduziriam à conjunção, vê-se pela significação de ‘ver’ aqui, que é a previdência e a providência (n. 2837, 2839); pela representação de ‘Esaú’, que é o Senhor quanto ao Divino Bem do Natural, de que se tratou antes; pela significação das ‘filhas de Canaã’, aqui as filhas de Heth, que são as afeições do vero provenientes do [que] não [é] genuíno (n. 3470, 3620, 3621, 3622); e pela significação de ‘[más] aos olhos de Isaque, seu pai’, que é não conduzir à conjunção, a saber, pelo bem do natural, que é Esaú, com o bem do racional, que é Isaque. Daí é evidente que essas palavras significam a previdência e a providência do Senhor que as afeições desse vero, porque não provêm do que é genuíno, não conduziriam à conjunção; e pode-se ver o que é isso pela explicação dos vers. 34, 35, do capitulo 26, onde se trata das filhas de Heth, que Esaú tomara para mulheres, e pela explicação do vers. 46 do cap. 27, onde se trata de Jacó, que não devia tomar para si uma mulher das filhas de Canaã. Que pelas filhas de Canaã, aqui, são significadas as afeições do vero provenientes do não genuíno, e que, acima, as filhas de Canaã significaram as afeições do falso e do mal (n. 3662, 3683), é porque os heteus estiveram na terra de Canaã pela igreja das nações, assim, não no falso e no mal como as outras nações dessa terra, como os cananeus, os emorreus e os perizeus. Daí vem também que a igreja espiritual do Senhor entre as nações foi representada pelos heteus (n. 3229, 2986). [2] Que a Igreja Antiquíssima, que era celeste e existia antes do dilúvio, tenha estado na terra de Canaã, foi visto (n. 567); e que a Igreja Antiga, que existiu depois do dilúvio, também tenha estado nessa terra, e, além disso, em muitos outros reinos, n. 1238, 2385; daí vem que todas as nações ali, e também todas as terras ali e todos os rios ali, que estavam em Canaã, tinham revestido coisas representativas, é que os antiquíssimos, que eram homens celestes, percebiam, por todos os objetos que eles viam, as coisas que pertencem ao Reino do Senhor (n. 920, 1409, 2896, 2897, 2995); assim sendo, também, pelas terras e rios ali; essas coisas representativas, depois dos tempos dos antiquíssimos, permaneceram na Igreja Antiga, como também os representativos dos lugares. Por conseguinte, a Palavra que estava na Antiga Igreja (de que se tratou nos n. 2897, 2898, 2899) teve daí, para representativos, os nomes de lugares, como também os teve a Palavra depois do tempo dos antigos, a que é chamada “Moisés e os Profetas”; e porque isso assim acontecia, ordenou-se a Abrahão que fosse a essa terra, e se lhe fez a promessa de que os seus descendentes a possuiriam; e isso, não que eles fossem melhores do que as outras nações, pois estavam entre os piores (n. 1167, 3373), mas a fim de que por eles fosse instituída a Igreja Representativa, na qual nada refletia sobre a pessoa, nem sobre os lugares, mas sim sobre as coisas que eram representadas (n. 3670), e também a fim de que por esse meio os nomes da Igreja Antiquíssima e da Antiga fossem conservados.