ac 3712

Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. ‘E reconduzir-te-ei a este húmus’; que signifique a conjunção com a Divina doutrina, é o que se vê pela significação de ‘reconduzir’, que é conjungir de novo; e pela significação do ‘húmus’, que é a doutrina do bem e do vero no homem natural (n. 268, 566, 990); aqui, a Divina doutrina, porque pela peregrinação de Jacó à casa de Labão são representados os meios que se interpuseram, por meio dos quais o Senhor fez Divino o Natural; e pela recondução ou retorno de Jacó à terra de Canaã é representado o fim das interposições dos meios, a saber, que tinha tornado Divino o Natural. Assim, por ‘reconduzir-te-ei a este húmus é significada a conjunção com a Divina doutrina.
[2] A Divina doutrina é o Divino Vero, e o Divino Vero é toda a Palavra do Senhor. A Divina doutrina mesma é a Palavra no sentido supremo, em que se trata unicamente do Senhor. Daí, a Divina doutrina é a Palavra no sentido interno, em que se trata do Reino do Senhor nos céus e nas terras. A Divina doutrina é também a Palavra no sentido literal, em que se trata das coisas que estão no mundo e sobre as terras; mas como o sentido literal contém em si o sentido interno, e este o sentido supremo, e corresponde completamente por meio dos representativos e significativos, também por isso a doutrina que procede do sentido literal é Divina. Como Jacó representa o Divino Natural do Senhor, ele representa também a Palavra quanto ao sentido literal, pois, sabe-se que o Senhor é a Palavra, isto é, todo Divino Vero.
[3] Tem-se o natural da Palavra não diferente de como se tem o seu sentido literal, pois este sentido é relativamente uma nuvem (ver o prefácio ao capítulo 18); mas o seu racional, ou seja, o espiritual interior da Palavra, tem-se como o sentido interno, e tanto quanto o Senhor é a Palavra, pode-se dizer que este sentido é representado por Isaque; o sentido do supremo, porém, por Abrahão. Daí se vê o que é a conjunção com a Divina doutrina, quando ela é predicada do Divino Natural do Senhor, que é representado por Jacó. Com efeito, estas coisas na verdade não se têm de fato assim no Senhor, uma vez que tudo n’Ele é o Divino Bem, e não Divino Vero, e ainda menos Divino vero natural, mas o Divino Vero é o Divino Bem que aparece no céu diante dos anjos e na terra diante dos homens, e ainda que ele seja aparente, ainda assim ele é o Divino Vero, porque ele procede do Divino Bem, assim como a luz que pertence ao sol porque procede do sol (ver n. 3704).

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