. ‘Jacó votou um voto, dizendo’; que signifique o estado da Providência, vê-se pela significação de ‘votar um voto’, que no sentido interno é querer que o Senhor proveja; daí, no sentido supremo, em que se trata do Senhor, é o estado da Previdência. Que ‘votar um voto’ seja, no sentido interno, querer que o Senhor proveja, vem de que nos votos há o desejo e a afeição que o que se quer aconteça, assim, que o Senhor proveja. É algum tipo de estipulação e, ao mesmo tempo, da parte do homem uma espécie de dívida que ele tomou para si, se ele obtém o desejado, por exemplo: aqui, da parte de Jacó, a promessa que JEHOVAH lhe seria Deus e que a pedra que ele pôs como pilar seria a casa de Deus, e que daria a ele pão para comer e vestimenta para vestir e que ele voltaria em paz para a casa de seu pai. Daí, é evidente que, naquele tempo, os votos tinham sido pactos singulares; principalmente para reconhecer Deus como seu Deus, caso Ele providenciasse as coisas que eram desejadas, e também que O compensaria por algum presente caso provesse. [2] A partir desses fatos, vê-se claramente, quais eram os pais da nação judaica, como aqui Jacó, que ainda não tinha reconhecido JEHOVAH, e que estava até então na escolha se O reconheceria ou a outro por seu Deus. Houve isto de particular nesta nação, desde os pais deles, que cada um queria ter seu Deus, e aquele que adorava JEHOVAH, O adorava somente porque era um deus que era chamado JEHOVAH, e que por esse nome era distinto dos deuses das outras nações, que assim o culto deles, mesmo nisso, foi idolátrico, pois o culto somente de um nome, mesmo de JEHOVAH, não é senão um culto idolátrico (n. 1094). Do mesmo modo, aqueles que se chamam cristãos, e dizem adorar Cristo, e não vivem segundo os preceitos d’Ele, prestam-lhe um culto idolátrico, porque cultuam somente o nome d’Ele, com efeito, é o falso Cristo a quem adoram, do qual se fala em Mateus, cap. 24:23, 24 (n. 3010).