. ‘Então JEHOVAH será para mim por DEUS’; que signifique que o Divino Natural será também JEHOVAH; pode-se ver pela série das coisas no sentido supremo, em que se trata da união do Humano do Senhor com o Seu Divino; mas para que esse sentido se mostre, deve-se abstrair o pensamento do histórico a respeito de Jacó, e deve ser mantido no Divino Humano do Senhor e, aqui, em Seu Divino Natural, que é representado por ‘Jacó’. O humano mesmo, como antes foi dito algumas vezes, compõe-se do Racional, que é o mesmo com o Homem Interno, e do Natural, que é o mesmo com o Homem Externo, e também do Corpo, que serve ao Natural como meio ou como o órgão mais externo para viver no mundo; e por meio do natural serve ao Racional, e, enfim, por meio do racional serve ao Divino. Como o Senhor veio ao mundo para fazer Divino todo o Humano n’Ele, e isso segundo a Divina ordem, e por ‘Jacó’ é representado o Natural do Senhor, e pela vida de peregrinação dele foi representado, no sentido supremo, o modo como o Senhor fez Divino o Seu Natural, por isso aqui, onde se diz: “se voltar em paz à casa de meu pai, será JEHOVAH a mim por Deus”, é significada a união do Humano do Senhor com o Seu Divino, e que, quanto ao Divino Natural, Ele será também JEHOVAH pela união da Essência Divina com a Humana e da Humana com a Divina. Não se entende uma união qual a de dois seres que são distintos entre si e conjuntos somente pelo amor, como um pai com um filho, quando o pai ama o filho e o filho ama o pai, ou como quando um irmão ama o irmão, ou um amigo ao amigo, mas é uma união real em um só, de modo que eles não são dois, mas sim um só, o que o Senhor também ensina em muitas passagens; e como eles são um só, todo o Humano do Senhor é também o Divino Ser, ou JEHOVAH (ver n. 1343, 1736, 2156, 2329, 2447, 2921, 3023, 3035).