. ‘Será a casa de DEUS’; que signifique o Reino do Senhor no último da ordem, em que os superiores estão como em sua casa, vê-se também pelas que foram ditas acima (n. 3720), onde também há as mesmas palavras, e, além disso, pelas explicações no n. 3721. Quanto a isto, que os superiores estejam no último da ordem como em sua casa, eis o que acontece: Foi estabelecida uma ordem tal pelo Senhor, que os superiores influem nos inferiores e aí apresentam uma imagem deles mesmos no geral, por conseguinte, que eles ali estão juntos em uma certa forma comum, e assim, em uma ordem procedente do supremo, isto é, do Senhor. Vem daí que a imagem que se aproxima mais perto do Senhor seja o céu íntimo, que é o céu da inocência e da paz, onde estão os celestes. Este céu, porque está mais próximo do Senhor, é chamado Sua Semelhança. O segundo céu, ou o que vem depois, e que está em um grau inferior, é a imagem do Senhor, porque neste céu se apresentam juntamente como em uma sorte de geral as coisas que estão no céu superior. O último céu, que vem depois do segundo, está igualmente em relação com ele, pois os particulares e os singulares do céu imediatamente superior influem neste último céu e aí se apresentam em um geral em forma correspondente. [2] O mesmo acontece no homem, este foi, com efeito, criado e formado à efígie dos três céus. O que é íntimo nele influi semelhantemente no que é inferior, e o inferior influi semelhantemente no que é ínfimo, ou no último; em tal influxo e tal concurso nas coisas que estão abaixo e, por fim, nas coisas que são as últimas, que o natural e o corporal consistem. Daí vem a ligação dos últimos com o Primeiro, ligação sem a qual, o que é o último da ordem não subsistiria sequer um instante. Sendo assim, vê-se claramente o que se entende quando se diz que os superiores estão no último da ordem como em sua casa. Quer se diga os superiores e os inferiores, ou quer se diga os interiores e os exteriores, é a mesma coisa, pois diante dos homens os interiores se apresentam como superiores, e é por isso que o homem põe o céu no alto, quando, todavia, ele está no interno.