. Continuação sobre o Máximo Homem e sobre a correspondência com ele. *3741. O REINO celeste é equivalente a um único homem, porque cada coisa ali corresponde ao Senhor somente, a saber, ao Divino Humano d’Ele, Que, só, é Homem (n. 49, 288, 565, 1894); pela correspondência, imagem e semelhança com Ele, o céu é dito Máximo Homem. No céu, do Divino do Senhor vêm todas as coisas celestes, que pertencem ao bem, e todas as coisas espirituais, que pertencem ao vero. Todos os anjos lá são formas ou substâncias formadas de acordo com a recepção dos Divinos que procedem do Senhor. Os Divinos do Senhor recebidos neles são as coisas que são chamadas celestes e espirituais quando a Divina Vida e, daí, a Divina Luz existe e é modificadas neles como recipientes. [2] Daí vem que até as formas e as substâncias materiais no homem são também tais, mas em um grau inferior, porque são mais grosseiras e mais compostas. Que também estas sejam formas recipientes das coisas celestes e espirituais, é claramente manifestado por sinais absolutamente visíveis; por exemplo, pelo pensamento, que influi nas formas orgânicas da língua e produz a linguagem; pelas afeições da mente natural [animi] que se apresentam à vista na face; e pela vontade, que, por meio das formas musculares, flui em ações; e assim por diante. O pensamento e a vontade, que produzem essas coisas, são espirituais e celestes, mas as formas ou as substâncias que as recebem e as acionam são materiais; que estas tenham sido absolutamente formadas para receber aquelas, vê-se. É, portanto, evidente que procedam delas e que, a não ser que procedessem delas, não poderiam existir tais quais elas são.