. Que há uma vida única e que ela proceda somente do Senhor, e que os anjos, os espíritos e os homens sejam apenas recipientes da vida, é o que se tornou conhecido para mim por tão múltiplas experiências, que não restou a menor dúvida sequer. O céu mesmo está na percepção de que assim seja, de tal modo que os anjos percebem manifestamente o influxo, depois também o modo como ele influi, bem como quanto e com que qualidade eles recebem. Quando eles se acham em um estado mais pleno de recepção, então eles estão em sua paz e em sua felicidade, de outro modo, eles se acham em um estado de inquietação e experimentam uma sorte de ansiedade; mas, apesar disso, a vida do Senhor lhes é apropriada, de modo que eles percebem como se vivessem por si mesmos, mas sabem todavia que não é por si mesmos que eles vivem. A apropriação da vida do Senhor vem de Seu Amor e de Sua Misericórdia para com todo o gênero humano, a saber, que Ele quer dar-Se a Si e tudo o que é d’Ele para cada um, e que realmente dê quanto mais é recebido, isto é, quanto mais são como a Sua Semelhança e a Sua Imagem na vida do bem e na vida do vero; e porque tal contínuo empenho Divino provém do Senhor, a vida que pertence a Ele, como foi dito, é apropriada.