. Um certo espírito veio a mim inapropriadamente e influíra na cabeça. Os espíritos também se distinguem segundo os influxos nas partes do corpo. Eu perguntava, muito espantado, quem era e de onde vinha, mas depois que por algum tempo guardasse silêncio, os anjos que estavam comigo me disseram que ele tinha sido tirado dentre os espíritos que estavam com um erudito vivendo ainda hoje no mundo, o qual erudito procurara adquirir, acima dos outros, uma reputação de erudição. Então, por intermédio desse espírito, deu-se-me comunicação com o pensamento desse homem. Perguntei a esse espírito que ideia esse erudito podia ter do Máximo Homem, de seu influxo e da correspondência que daí provém. Disse-me que ele não podia ter nenhuma a respeito. Perguntei-lhe, depois, que ideia esse homem tinha do céu. Respondeu-me que não tinha nenhuma, que ele apenas dizia blasfêmias, dizendo, por exemplo, que lá se aplaudia com instrumentos de música, e com os instrumentos de que se servem habitualmente os camponeses para produzir um som retumbante; e, apesar disso, esse homem é mais apreciado do que os outros, e se crê que ele sabe o que é o influxo, o que é a alma e o que é a interação dela e do corpo. Talvez até se creia que ele sabe melhor do que os outros o que é o céu. Daí se pode ver quais são hoje os que instruem os outros, a saber, que por meros escândalos eles são contra os bens e veros da fé, embora falem ao público de modo diferente.