. Quanto à profanação do que é santo, poucos há que saibam o que é, mas pode-se vê-lo pelas coisas que foram ditas e expostas precedentemente, a saber, que os que conhecem e reconhecem o bem e o vero e que se imbuíram deles podem profanar, mas não os que os não reconheceram, menos ainda os que não conheceram (n. 593, 1008, 1010, 1059, 3398). Que assim, os que estão dentro da igreja podem profanar as coisas santas, mas não os que estão fora da igreja (n. 2051). Que aqueles que são da igreja celeste possam profanar os santos bens, e os que são da igreja espiritual, os santos veros (n. 3399). Que é por isso que os veros interiores não foram descobertos aos judeus, a fim de que eles não os profanassem (n. 3398). Que os gentios sejam os que podem menos de todos profanar (n. 2051). Que a profanação é uma mistura e uma conjunção do bem e do mal e também do vero e do falso (n. 1001, 1003, 2426). Que isso foi significado pela ação de comer sangue, que foi tão severamente proibida na Igreja Judaica (n. 1003). Que é por isso que se é desviado, tanto quanto possível, do reconhecimento e da fé do bem e do vero, se não é possível permanecer neles (n. 3398, 3402); que é também por isso que se é mantido na ignorância (n. 301, 302, 303); que é ainda por isso que o culto se torna externo (n. 1327, 1328). Que os veros internos não são revelados antes que a igreja tenha sido vastada, porque então, o bem e o vero não podem mais ser profanados (n. 3398, 3399). Que é por isso que o Senhor veio primeiramente ao mundo (n. 3398). Quão grande perigo resulta da profanação do que é santo e da Palavra (n. 571, 582). * * * * * * *