. Como no que segue se vai tratar dos doze filhos de Jacó, e deles como Pais, as doze tribos de Israel receberam seus nomes, aqui se dirá, por antecipação, o que significam as tribos, e por que tinham sido doze. Ninguém conhece ainda o arcano que nisso se esconde, porque se acreditou que os históricos da Palavra fossem meramente históricos, e que não havia mais Divinos neles do que os que podiam servir a aplicações quando se trata das coisas santas; por isso também se creu que as doze tribos significavam apenas as partições do povo israelita em outras tantas nações distintas ou famílias comuns, quando todavia elas envolvem coisas Divinas, a saber, entre tantas partições universais da fé e do amor, por conseguinte, coisas que pertencem ao Reino do Senhor nos céus e nas terras, e de fato cada tribo envolve algum universal. Quanto ao que cada tribo significa, ver-se-á no que vai seguir, onde se trata dos filhos de Jacó, desde os quais essas tribos foram nomeadas. Em geral as doze tribos significaram todas as coisas que pertencem à doutrina do vero e bem, ou da fé e amor; estes, com efeito, o vero e o bem, ou a fé e o amor, fazem o Reino do Senhor, pois as coisas que pertencem ao vero ou à fé são o todo do pensamento nesse Reino, e as que pertencem ao bem ou ao amor são o todo da perfeição; e porque a Igreja Judaica foi instituída para representar o Reino do Senhor, é por isso que as distribuições desse povo em doze tribos significavam essas coisas. É este o arcano que até agora não tinha sido desvendado. [2] Que ‘doze’ significa todas as coisas no geral, é o que se vê pelo que foi exposto precedentemente (n. 577, 2089, 2129, 2130, 3272); que as ‘tribos’ por sua vez signifiquem as coisas que pertencem ao vero e ao bem, ou à fé e ao amor, e que assim as doze tribos signifiquem todas essas coisas, permite-se aqui, antes de se tratar de cada coisa especificamente, confirmar pela Palavra. Em João: “A cidade santa, a Nova Jerusalém, tinha doze portões, e sobre os portões doze anjos, e nomes escritos que são os das doze tribos dos filhos de Israel; e neles [estavam] os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro. ... Mediu-se a cidade com a cana em estádios, doze mil, ... e mediu-se a sua muralha de cento e quarenta e quatro côvados, medida de homem, isto é, de anjo; os doze portões [eram] doze pérolas” (Apocalipse 21:12, 14, 16, 17, 21); que a ‘cidade santa’, ou ‘a Nova Jerusalém’, seja a Nova Igreja do Senhor, é isso evidente por cada uma das expressões dessa passagem; no que precede, trata-se do estado da igreja tal qual ele deve ser antes de seu fim. Aqui se trata da Nova Igreja; e porque é assim, os ‘portões’, a ‘muralha’, os ‘fundamentos’ não são, absolutamente, senão coisas que pertencem à igreja, isto é, coisas que pertencem à caridade e à fé, porque são estas que fazem a igreja. [3] Daí qualquer um pode ver que por ‘doze’, tantas vezes repetido nesta passagem, e pelas ‘tribos’, bem como pelos ‘apóstolos’, não se entendem doze nem as tribos, nem os apóstolos, mas que por ‘doze’ são significadas todas as coisas em um só complexo, como foi visto demonstrado (n. 577, 2089, 2129, 2130 no fim, 2372); a mesma coisa se entende pelo número ‘cento e quarenta e quatro’, porquanto este número é doze vezes doze, e porque ‘doze’ significa todas as coisas, é evidente por isso que as ‘doze tribos’ significam todas as coisas que pertencem à igreja, as quais são o vero e o bem, ou, a fé e o amor, como acima foi dito. O mesmo acontece com os ‘doze apóstolos’, pelos quais foram também representadas todas as coisas da igreja, isto é, todas as da fé e do amor (ver n. 2129, 3354, 3188, 3857); é daí, pois, que se diz que esse número é ‘medida de homem, isto é, de anjo’, pelo que se entende o estado do vero e do bem. Que a ‘medida’ seja o estado, foi visto (n. 3104); que ‘homem’ seja aquilo que pertence à igreja, é evidente pelas coisas que foram ditas a respeito da significação do homem (n. 478, 479, 505, 768, 1871, 1894); e também a partir disso, que o Reino do Senhor é denominado o Máximo Homem, e isso provém do bem e do vero, que procedem do Senhor, assim como se mostrou no fim dos capítulos (n. 3624 a 3649, 3741 a 3750). Que o ‘anjo’ tenha a mesma significação, foi visto (n. 1705, 1754, 1923, 2821, 3039). [4] No Antigo Testamento, nos Profetas, trata-se também, como em João, da Nova Jerusalém, e por ela é significada igualmente a Nova Igreja do Senhor, por exemplo, em Isaias (65:18, 19, e seguintes); em Zacarias (14); mormente em Ezequiel (capítulos 40; 41; 42; 43; 44; 45; 46; 47; 48), onde, pela ‘Nova Jerusalém’, pelo ‘Novo Templo’ e pela ‘Nova Terra’ se descrevem, no sentido interno, o Reino do Senhor nos céus e o Reino do Senhor nas terras, o que é a igreja. Ali, melhor do que em qualquer outra parte, pode-se ver manifestamente o que foi significado pela ‘terra’, por ‘Jerusalém’, pelo ‘templo’, e por todas as coisas que ali estão, e também o que foi significado pelas ‘doze tribos’, pois se trata da divisão da terra e de sua herança segundo as tribos; e também da ‘cidade’ e de seus ‘muros’, de seu ‘fundamento’, de seus ‘portões’, e de todas as coisas que pertencem ao ‘templo’ ali; mas aqui se permite somente referir o que se diz das tribos: “Disse o SENHOR JEHOVIH: Aqui é o limite até onde herdareis a terra segundo as doze tribos de Israel: Dividireis esta terra segundo as tribos de Israel; mas se fará [assim]: pela sorte dividi-la-eis como herança, e os peregrinos ao peregrinarem no meio de vós; convosco lançarão a sorte para a herança, no meio das Tribos de Israel” (Ezequiel 47:13, 21, 22, 23). “Quanto à terra, ela será do príncipe para posse em Israel, e não afligirão mais os príncipes, o Meu povo, e a terra darão a casa de Israel segundo as Tribos deles” (45:8). Quanto às heranças, como elas foram designadas à cada uma das tribos que ali são também nomeadas, pode-se ver (48:1 e seguintes). E a respeito dos portões da cidade, eles ali são designados segundo os nomes das Tribos de Israel, vers. 31 a 34. [5] É bastante evidente que aí pelas ‘tribos’ não se entenderam as tribos, porque havia já há muito tempo que as Doze Tribos tinham sido dispersadas em toda a terra; e elas não voltaram depois, e nunca podem voltar, porque eles se tornaram gentios; e entretanto, se diz nominalmente de que modo cada uma dessas tribos deve herdar a terra, e que limite será assinalado à cada uma, a saber, que limite para a Tribo de Dã (vers. 2); que limite para a Tribo de Aser (vers. 3); que limite para Naftali, Manassés, Efraim, Rúben, Judá, e a respeito da herança dos Levitas, que limite para Benjamin, que limite para Simeão, que limite para Issascar, Zebulon, Gad (Ibid. vers. 4 ao 29). Também ali se diz que os doze portões serão designados segundo o nome das Tribos de Israel; que os três portões para o norte serão os de Rúben, de Judá, de Levi, os três portões para oriente, os de José, de Benjamin, de Dã; os três portões para o sul, os de Simeão, de Issascar, de Zebulon; os três portões para o ocidente, os de Gad, de Aser, de Naftali (ibid. vers. 31, 32, 33, 34). Sendo assim, é evidente que pelas doze tribos são significadas todas as coisas que pertencem ao Reino do Senhor, por conseguinte, todas as que pertencem à fé e ao amor, porque estes fazem, como acima foi dito, o Reino do Senhor. [6] Pelo fato de que as doze tribos significavam todas as coisas do Reino do Senhor, as doze tribos representavam também esse Reino pelos acampamentos, e também pelas caminhadas. Diz-se em Moisés: “Que acamparão segundo as Tribos ao redor da tenda da Convenção; para o oriente, Judá, Issascar, Zebulon; para o sul, Rúben, Simeão, Gad; para o ocidente, Efraim, Manassés, Benjamin; para o norte, Dã, Aser, Naftali; e que do mesmo modo eles acampariam assim, do mesmo modo eles se poriam a caminho” (Nm. 2:1 ao fim); que nisto eles tenham representado o Reino do Senhor, é o que se vê claramente pela profecia de Balaão, na qual se diz: “Quando levantou Balaão os seus olhos e viu Israel habitando segundo as Tribos, veio sobre ele o Espírito de Deus, e proferiu o seu enunciado, e disse: ...Quão bons são os teus tabernáculos, ó Jacó, os teus habitáculos, ó Israel, como vales são plantados, como jardins perto do rio, como sândalos [que] JEHOVAH plantou, como cedros perto das águas” (Nm. 24:2, 3, 5, 6); que Balaão pronunciou essas coisas por JEHOVAH [ex Jehovah], é o que se diz aí manifestamente (cap. 22:8, 18, 19, 35, 38; cap. 23:5, 12, 16, 26; cap. 24:2, 13). [7] Sendo assim, vê-se também o que tinha sido representado pelas heranças da terra de Canaã conforme as tribos, do que assim se fala em Moisés que: “Se tomasse conta da assembleia dos filhos de Israel segundo a casa dos pais deles, desde o filho de vinte anos, de todo que vai para o exército de Israel; pela sorte será distribuída a terra, segundo o nome das Tribos dos seus pais que receberão uma herança” (Nm. 26:7 ao 56; cap. 33:54; cap. 34:19 a 29); e se diz que por Josué a terra foi dividida “pela sorte segundo as Tribos” (Js. 13, 15, 16, 17, 18, 19); que o Reino do Senhor tinha sido representado ali, foi dito; é isso evidente por cada uma das expressões porque a terra de Canaã significa esse Reino (ver n. 1585, 1607, 3038, 3481, 3705). [8] Que as ‘tribos’ sejam denominadas exércitos, e se diga que elas acampavam segundo os exércitos e se punham a caminho segundo os exércitos (Nm. 2:4, 6, 8, 11, 13, 15, 19, 21, 22, 23, 26, 28, 30), é porque os ‘exércitos’ significavam a mesma coisa, a saber, os veros e os bens (n. 3448); é porque o Senhor é chamado JEHOVAH Zebaoth ou JEHOVAH dos Exércitos (n. 3448). Vem daí que os ‘filhos de Israel’ foram chamados ‘Exércitos de JEHOVAH’ quando saíram do Egito, como em Moisés: “Sucedeu, no fim de trinta anos e quatrocentos anos, sucedeu nesse dia [que] saíram todos os Exércitos de JEHOVAH da terra do Egito” (Êxodo, 12:41); qualquer um pode saber que os que foram tais no Egito, e depois tais no deserto, não foram chamados Exércitos de JEHOVAH senão representativamente; com efeito, eles não estiveram em bem algum nem em vero algum, eles eram os piores dentre as nações. [9] Daí também se pode ver claramente o que foi significado pelos nomes das doze Tribos no Peitoral de Aharão, chamado Urim e Thumim, de que se fala assim em Moisés: “Haverá nele quatro ordens de doze pedras, essas pedras serão segundo os nomes dos filhos de Israel, doze segundo os nomes deles; esculturas de selo, a cada uma sobre o seu nome, serão pelas doze tribos” (Êx. 28: 21; 39:14); com efeito, Aharão representava o Divino Sacerdócio do Senhor, e é por isso que todas as coisas com que ele se revestia significavam os Divinos celestes e espirituais; mas pela Divina Misericórdia do Senhor, ver-se-á, onde se tratar disso, o que essas coisas significavam. Sobre o Peitoral mesmo, porque foi santíssimo, estavam as representações de tudo que pertence ao amor e à fé ao Senhor; essas coisas são o Urim e o Thumim. Que havia nomes gravados sobre pedras preciosas, era porque as ‘pedras’ em geral significavam os veros (n. 1298, 3720), as ‘pedras preciosas’, os veros que brilham pelo bem (n. 114); e porque os nomes de cada tribo significavam a qualidade, é ainda por isso que uma pedra especial era designada para cada tribo (Êxodo, 28:17 a 20; 39:8, 10, 11, 12, 13), a qual pedra por sua cor e seu brilho exprimia a qualidade que era significada por cada tribo; daí vinha que JEHOVAH, ou o Senhor, dava respostas pelo Urim e pelo Thumim. [10] Pelas duas pedras shoham que estavam sobre os dois ombros do Éfode, a mesma coisa era também representada, mas em um menor grau do que pelas doze pedras do Peitoral, porque os ‘ombros’ significavam todo o poder, assim, a onipotência do Senhor (n. 1085); o ‘peito’ por sua vez, ou o coração e os pulmões, significa o Amor Divino celeste e espiritual: o ‘coração’, o amor Divino celeste, os ‘pulmões’, o amor Divino espiritual (ver o n. 3635 e no fim deste capítulo, onde se trata do Máximo Homem e de sua correspondência com a província do coração e com a província dos pulmões). Quanto às duas pedras sobre os ombros do Éfode, assim se fala em Moisés: “Tomarás duas pedras shoham e gravarás sobre elas os nomes dos filhos de Israel, seis dos nomes sobre uma pedra e os seis nomes restantes sobre a outra pedra, segundo as gerações deles. ... Porás as duas pedras sobre o ombro de éfode, pedras de recordação para os filhos de Israel” (Êxodo, 28:9, 10, 11, 12; 39:6, 7). [11] Como as tribos significavam as coisas que pertencem ao vero e ao bem, ou que pertencem à fé e ao amor, e cada tribo um certo universal dessas coisas, e a tribo de Levi o amor, como se verá claramente pela explicação para o vers. 34 deste capítulo, pode-se saber por esse modo o que era significado quando se ordenou pôr varas, uma para cada tribo, na Tenda da Convenção, e que a vara de Levi foi a única que floresceu com amêndoas, a cujo respeito se fala assim em Moisés: “Toma doze varas, uma vara por cabeça da casa dos seus pais,... e deposita-as na Tenda da Convenção, e o nome Aharão escreve sobre a vara de Levi, ... e a vara de Aharão foi posta no meio deles. ... No dia seguinte, eis que floresceu a vara de Aharão para a Tribo de Levi, ela produzira flor de sorte que florescia em flor e trazia amêndoas” (Nm. 17:17 ao 23); o que significava que o amor era o essencial e o principal de tudo no Reino do Senhor, e que daí provinha toda frutificação; e que o nome de Aharão estava sobre essa vara, era porque‘Aharão’ representava o Senhor quanto ao seu Divino Sacerdócio. Que pelo Sacerdócio do Senhor seja significado o Divino Bem, que pertence ao Seu Amor e à Sua Misericórdia, e que a Realeza do Senhor signifique o Divino Vero que procede do Divino Bem, foi visto (n. 1728, 2015, 3670). [12] Agora, de tudo que foi alegado, pode-se ver o que é significado nas passagens seguintes pelas tribos, e pelas Doze Tribos, por exemplo em João: “Ouve o número dos assinalados, cento e quarenta e quatro mil assinalados de toda tribo de Israel; da tribo de Judá doze mil assinalados; da tribo de Rúben doze mil assinalados; da tribo de Gad doze mil assinalados; da tribo de Aser doze mil assinalados; da tribo de Naftali doze mil assinalados; da tribo de Manassés doze mil assinalados; da tribo de Simeão doze mil assinalados; da tribo de Levi doze mil assinalados; da tribo de Issascar doze mil assinalados; da tribo de Zebulon doze mil assinalados; da tribo de José doze mil assinalados; e da tribo de Benjamin doze mil assinalados” (Apocalipse 7:4 a 8). Em Moisés: “Lembra-te dos dias de eternidade, discerne os anos de geração e geração, quando o Altíssimo dava a herança às nações, quando separava os filhos do homem, estabeleceu os limites dos povos, segundo o número dos filhos de Israel” (Dt.32:7, 8). Em Davi: “Jerusalém! Edificada como uma cidade cujas partes se unem estreitamente como uma; para lá sobem as tribos, as tribos de Jah, testemunho de Israel, para confessarem o Nome de JEHOVAH” (Salmo 122:3, 4). [13] Em Josué: “Quando passará a arca da aliança do Senhor de toda a terra diante de vós no Jordão, tomai doze varões das Tribos de Israel, um varão de cada Tribo; sucederá que quando repousarem as plantas dos pés dos sacerdotes que levam a arca de JEHOVAH, Senhor de toda a terra, nas águas do Jordão, as águas do Jordão serão cortadas, ... [se] reunirão em um montão” (3:11 ao 17); e mais além: “Tomai do meio do Jordão, da estação dos pés dos sacerdotes, preparando, as doze pedras, que levareis convosco, ...e [cada] varão uma pedra sobre o seu ombro, segundo o número das tribos de Israel, para que seja como sinal, ... que foram cortadas as águas do Jordão. ... Além de que Josué erigiu doze pedras ao meio do Jordão, sob lugar dos pés dos sacerdotes que levavam a arca da aliança” (4:1 ao 9). Também que “Elias tomou doze pedras, segundo o número das tribos dos filhos de Jacó, ao qual fora dirigida esta palavra: Israel será o teu nome; e edificara [struxerit] um Altar ao Nome de JEHOVAH” (1 Reis, 18: 31, 32). [14] Que as ‘tribos’sejam os bens do amor e os veros da fé, foi visto também pelas palavras do Senhor em Mateus: “Então aparecerá o sinal do Filho do Homem, e então prantearão todas as tribos da terra, e verão o Filho do Homem vindo nas nuvens do céu com poder e glória” (24:30); onde por ‘todas as tribos da terra que prantearão’ é significado que não haverá mais reconhecimento do vero nem da vida do bem, porquanto aí se trata da consumação do século; do mesmo modo em João: “Eis, virá com as nuvens, e todo olho O verá, e os que O trespassaram, e prantearão sobre Ele todas as tribos da Terra” (Apocalipse 1:7); o que vem a ser ‘vir nas nuvens do céu’, vê-se no prefácio do capítulo 18 de Gênesis; ver, além disso, o que se me mostrou por experiência sobre ‘duodécimo’ (n. 2129, 2130). [15] Que todas as coisas da fé e do amor foram chamadas ‘tribos’, é porque a mesma palavra, na língua original, significa também ‘cetro’ e ‘vara’281. Em outra parte, pela Divina Misericórdia do Senhor se mostrará que o cetro, e também a vara, é o poder; daí o nome da tribo envolve este sentido, que nos bens e nos veros há todo poder pelo Senhor; é por isso também que os anjos foram chamados potências e também principados, porque os príncipes significam as coisas principais da caridade e da fé, como os doze príncipes que nasceram de Ismael (Gn. 25:16; ver n. 2089, 3272); e os príncipes que estavam à frente das tribos (Nm. 7:1 ao fim; 13:4 a 16. [16] Por tudo que se disse até aqui sobre as ‘doze tribos’, pode-se saber a razão por que os discípulos do Senhor, que depois foram chamados apóstolos, eram em número de doze, e saber, eles representavam, como as tribos, a igreja do Senhor quanto aos bens e aos veros (n. 2129, 3354, 3488, 3857). Que Pedro representou a fé, Thiago a caridade, e João as obras da caridade, foi visto no prefácio do capítulo 18 e no do cap. 22 do Gênesis, então no n. 3750; é também o que se vê claramente pelo que o Senhor falou deles e com deles. * * * * * * *