Texto
. Para que eu soubesse não somente que há uma correspondência das coisas celestes que pertencem ao amor com os movimentos do coração, e das coisas espirituais que pertencem à fé proveniente do amor com os movimentos dos pulmões, mas também o modo como acontecia, concedeu-se-me estar, por um espaço de tempo considerável, entre os anjos, que demonstravam isto ao vivo. Eles formavam, por um meio admirável e inexprimível por palavras, um fluxo de giros equivalente a um coração e equivalente aos pulmões, com todas as contexturas interiores e exteriores que há neles; e então eles seguiam o fluxo do céu de um modo espontâneo, pois o céu empenha-se para uma tal forma por causa do influxo do amor que procede do Senhor. Assim, eles apresentavam cada uma das coisas que estão no coração e, depois, a união entre o coração e os pulmões, a qual eles também representavam pelo casamento do bem e do vero.A partir disso também vi claramente que o coração corresponde ao celeste pertencente ao bem, e que os pulmões correspondem ao espiritual pertencente ao vero; e que a conjunção de um e do outro em forma material aconteça do mesmo modo como a do coração e dos pulmões. E a mim foi dito que o mesmo acontece em todo o corpo, a saber, em cada um dos seus membros, órgãos e vísceras, com as coisas que ali pertencem ao coração e as que ali pertencem aos pulmões. Com efeito, em toda a parte onde ambos não agem e onde cada um deles não tem distintamente as suas alternâncias, ali não pode haver movimento algum de vida desde algum começo voluntário, nem sentido algum de vida desde algum começo intelectual.