Texto
. ‘Aconteceu que, como Raquel parisse José’;que signifique o reconhecimento do Espiritual representado por José, é o que se vê pela significação de ‘parir’, que é reconhecer (n. 3905, 3911, 3915, 3919); pela representação de ‘Raquel’, que é a afeição do vero interior (n. 3758, 3782, 3793, 3819); e pela representação de ‘José’, que é o reino espiritual, assim o homem espiritual (n. 3969), por conseguinte, o espiritual, pois que o espiritual, pelo fato de proceder do Senhor, é o que faz o homem espiritual, é também o reino espiritual. Nas coisas que precedem, pelos filhos que Jacó teve das servas e de Leah, tratou-se da recepção e do reconhecimento dos veros gerais e, por fim, de sua conjunção com o homem interior, assim, da regeneração do homem até que se tornasse espiritual; José é esse homem espiritual. Agora, no que segue imediatamente, trata-se da frutificação e da multiplicação do vero e do bem, as quais são significadas pelo rebanho que Jacó adquiriu por meio do rebanho de Labão. Com efeito, depois que a conjunção do homem interior com o homem externo, ou do espiritual com o natural, foi feita, opera-se uma frutificação do bem e uma multiplicação do vero, pois essa conjunção é o casamento celeste no homem; é desse casamento que eles nascem. Daí vem também que por José, no sentido externo, é significada a frutificação e a multiplicação (n. 3965, 3969). A frutificação se diz do bem, e a multiplicação se diz do vero (n. 43, 55, 913, 983, 2846, 2847).