. ‘E agora, quando farei eu também para a minha casa?’ Que signifique que agora o seu bem será frutificado por isso, é o que se vê pela significação da ‘casa’, que é o bem (n. 2233, 2234, 3128, 3652), aqui, ‘a minha casa’, que é o bem que é significado por Jacó; ‘fazer para essa casa’, que seja daí frutificar o bem, é evidente pelo fato de se tratar agora da frutificação do bem e da multiplicação do vero, pois essa frutificação é significada por José, o que nasceu por último (n. 3965, 3969, 3971), e essa significação é descrita pelo rebanho que Jacó adquiriu por meio do rebanho de Labão, de que se vai tratar no que segue. Que não há frutificação do bem nem multiplicação do vero antes que a conjunção do homem externo com o homem interno haja sido feita, pode-se ver pelo fato de que é do homem interior querer o bem a outrem e, por conseguinte, pensar o bem, e que é do homem externo fazer o bem e, por conseguinte, ensinar o bem. A não ser que fazer o bem seja conjunto com querer o bem, e que ensinar o bem seja conjunto com pensar o bem, o bem não está no homem, pois os maus podem querer o mal e fazer o bem, pensar o mal e ensinar o bem, como qualquer um pode saber. Os hipócritas e os profanos estão mais do que os outros nessa aplicação e nessa arte, e até o ponto de se poderem disfarçar em anjos de luz, quando, todavia, por dentro eles são diabos. Sendo assim, é possível ver que o bem não pode frutificar em ninguém exceto se fazer o bem estiver conjunto com querer o bem, e se ensinar o bem estiver conjunto com pensar o bem, isto é, exceto se o homem externo estiver conjunto com o interno.