Texto
. ‘E deu[-os] na mão dos filhos dele’; que signifique que eles eram dados aos veros, é o que se vê pela significação dos ‘filhos’, que são os veros (n. 489, 491, 533, 2623, 3373); ‘dar na mão deles’ é sob o seu direito e sob o seu arbítrio, porque a ‘mão’ significa o poder (n. 878, 3387). Os veros que aqui são significados pelos filhos são os que se chamam sensuais, pois pertencem às coisas dos sentidos e são as coisas mais externas da mente natural. Com efeito, o natural do homem comunica por uma parte com as coisas sensuais311 que pertencem ao corpo e, pela outra parte, com as coisas racionais que pertencem à mente racional; por esses intermediários faz-se como uma ascensão desde os sensuais, que pertencem ao corpo e foram abertos para o mundo, até aos racionais que pertencem à mente racional e foram abertos para o céu; assim, também uma descida desde aqueles, a saber, desde o céu até o mundo; isso acontece somente no homem. É dessa subida e dessa descida que se trata no sentido interno desses capítulos; e a fim de que todas e cada uma dessas coisas se mostrem de um modo representativo, o racional é representado por Isaque e Rebeca, o natural por Jacó e as suas duas mulheres, e o sensual pelos filhos deles. Como, porém, os anteriores estão ao mesmo tempo no sensual, como no último da ordem, cada filho representa algum geral no qual eles estão, como acima se demonstrou.