. ‘Agora, vai, firmemos uma aliança, eu e tu, e seja por testemunho entre mim e entre ti’; que signifique a conjunção do Divino Natural com os bens das obras, nos quais estão aqueles que estão pelo lado, ou as nações, é o que se vê pela significação da ‘aliança’, que é a conjunção (n. 665, 666, 1023, 1038, 1864, 1996, 2003, 2021); pela representação de ‘Labão’, aqui, que é eu, que significa os bens das obras, de que se tratará; e pela representação de ‘Jacó’, que aqui é tu, que é o Divino Natural. [2] Que aqui por ‘Labão’ sejam significados os bens das obras, nos quais estão aqueles que estão pelo lado, ou as nações, a causa é porque agora Labão separado de Jacó, ou o bem intermediário separado do bem Divino Natural, não pode mais representar o bem intermediário; como, porém, ele serviu de intermediário, por isso ele representa algum bem, e de fato o bem [que vem] pelo lado, ou o bem colateral. Que Labão, antes que tivesse sido assim conjunto a Jacó, tenha representado o bem colateral, foi visto (n. 3612, 3665, 3778). Por conseguinte, o bem [que vem] pelo lado, mas qual é esse bem, é o que se dirá na sequência. Acontece com Labão semelhantemente o que aconteceu com Ló e Ismael: enquanto Ló esteve com Abrahão, ele representou o Senhor quanto ao homem sensual externo (n. 1428, 1434, 1547, 1597, 1598, 1698); mas quando ele se separou de Abrahão, ele representou aqueles que estão em um culto externo, mas ainda na caridade (n. 2317, 2324, 2371, 2399); depois, muitos estados da igreja sucessivamente (n. 2422, 2459). [3] Ismael igualmente; enquanto ele esteve com Abrahão, ele representou o primeiro Racional do Senhor (n. 1893, 1949, 1950, 1951); mas em seguida, quando ele foi separado, representou os espirituais (n. 2078, 2691, 2699, 3263, 3268). Assim também acontece com Labão, isso vem de que, embora tenha sido feita a separação, contudo, permanece uma conjunção, mas não a que existia anteriormente. É por isso que Labão, aqui, e agora nas coisas que vão seguir, representa os bens das obras tais quais eles são naqueles que estão pelo lado, isto é, entre as nações. Diz-se que as nações estão ‘pelo lado’, ou no bem colateral, porque estão fora da igreja. Aqueles que estão dentro da igreja estão no bem e vero, não estão na linha colateral, mas na linha direta, pois eles têm a Palavra e, por meio da Palavra, comunicação direta com o céu e, pelo céu, com o Senhor; mas não sucede o mesmo com as nações, pois elas não têm a Palavra e não conhecem o Senhor. Daí vem que se diga que elas estão pelo lado. Mas se entendem as nações que estão nos ‘bens das obras’, isto é,as que estão nos externos nos quais há interiormente o bem da caridade; esses são os que se chamam os bens das obras, mas não as boas obras, pois as boas obras podem existir sem que haja interiormente os bens, mas não acontece o mesmo com os bens das obras.