. ‘E Jacó jurou pelo pavor de seu pai Isaque’; que signifique a confirmação pelo Divino Humano, que nesse estado é dita ‘pavor’, é o que se vê pela significação de ‘jurar’, que é a confirmação (n. 2842, 3375); e pela significação de ‘pavor de Isaque’, que é o Divino Humano do Senhor (n. 4180). Que os juramentos se faziam pelo Divino Humano do Senhor, foi visto(n. 2842). [2] Que aqui se diga ‘o Deus de Abrahão’, ‘o Deus de Nahor’, ‘o Deus de seu pai’ ou de Terah, e ‘o temor de Isaque’, pai de Jacó, é porque os filhos de Terah reconheciam tantos outros deuses, pois eles eram idólatras (n. 1353, 1356, 1992, 3667). Havia isto de peculiar nessa casa, que cada família cultuava seu deus; é daí que se diz aqui o Deus de Abrahão, o Deus de Nahor, o Deus de seu pai, e o temor de Isaque. No entanto, foi recomendado à família de Abrahão reconhecer JEHOVAH por seu Deus, mas apesar disso eles não O reconheciam de outro modo senão como um deus dentre outros, pelo qual eles se distinguiam das nações, assim, quanto ao nome somente; é até por isso que eles O deixaram tantas vezes por outros deuses, como se pode ver pelos históricos na Palavra. A causa disso foi o fato de que estando unicamente nos externos, eles não sabiam de modo algum o que eram os internos, nem queriam saber. [3] Os próprios ritos da igreja deles, relativamente a eles, não foram outra coisa senão coisas idolátricas, porque eles tinham sido separados dos internos, pois todo rito da igreja separado do interno é idolátrico. Mas apesar disso o genuíno da igreja pôde ser representado por eles, afinal as representações consideram não a pessoa, mas sim a coisa (n. 665, 1097, 1361, 3147). Contudo, para que a igreja representativa existisse, e que houvesse assim alguma comunicação do Senhor, por meio do céu, com o homem, eles tiveram que ser principalmente mantidos nisso, que reconhecessem JEHOVAH, se não de coração, pelo menos de boca. Com efeito, entre eles os representativos saiam não dos internos, mas dos externos, e se comunicavam assim de modo diferente do que na igreja genuína, na qual a comunicação se faz por meio dos internos. É também por isso que o culto Divino deles em nada afetou as suas almas, isto é, não os fez bem-aventurados na outra vida, mas somente lhes deu faustos no mundo. [5] É, pois, para que fossem mantidos nos externos, que houve entre eles tantos milagres, que nunca teriam uma realização se eles tivessem estado nos internos; e é por isso que eles eram tantas vezes constrangidos ao culto por meio de punições, de cativeiros e de ameaças, quando, todavia, ninguém é constrangido pelo Senhor ao culto interno, mas esse culto é implantado por meio do livre (n. 1937, 1947, 2874, 2875, 2876 ao 2881, 3145, 3146, 3158, 4031). O seu principal externo era que tinham confessado JEHOVAH, pois JEHOVAH era o Senhor, a Quem todas as coisas dessa igreja representavam. Que JEHOVAH era o Senhor, foi visto (n. 1343, 1736, 2921, 3035).