. As formas orgânicas são não somente as que se oferecem à vista, e as que podem ser descobertas por meio de um microscópio, mas também há formas orgânicas ainda mais puras que nunca podem ser descobertas a olhos nus, nem aos olhos auxiliados pela lente, estas são as formas interiores. Assim são as formas pertencentes à vista interna, e que enfim pertencem ao entendimento, estas são imperscrutáveis, mas ainda assim são formas, isto é, são substâncias, pois nenhuma vista, até mesmo a vista intelectual, pode existir a não ser desde alguma coisa. Isso é até conhecido no mundo erudito, que sem uma substância, que é o sujeito, não há modo, ou modificação ou qualidade alguma que se manifeste ativamente. Essas formas mais puras ou mais interiores, que são imperscrutáveis, são as que determinam os sentidos internos e que produzem também as afeições interiores.É com essas formas que os céus interiores correspondem, porque eles correspondem com os sentidos dessas formas e com as afeições desses sentidos. Mas, pelo fato de haver muitas coisas que me foram descobertas a respeito dessas formas e da sua correspondência, não posso expô-las claramente exceto se tratar de cada uma delas em particular; por isso, no que segue, ainda se permite, pela Divina Misericórdia do Senhor, continuar o que se começou a explicar na Parte precedente, a respeito da correspondência do homem com o Máximo Homem, para que enfim o homem saiba, não por algum raciocínio e muito menos por alguma hipótese, mas sim pela experiência mesma, o modo como acontece com o homem e o seu homem interno, que é denominado sua alma, e, finalmente, a respeito da sua conjunção com o céu e, por meio do céu, com o Senhor, consequentemente, para que se saiba de onde o homem é homem e pelo que ele se distingue das bestas, e mais ainda, como o homem por si mesmo se separa dessa conjunção, e se conjunge com o inferno.