. Essas mesmas palavras, que foram explicadas até aqui, também se referem à nação judaica e israelita, que, na Palavra, é denominada Jacó, como acima foi dito e demonstrado (n. 4279). Nesse sentido, que é denominado interno histórico, por estas palavras, a saber, “Despede-me porque a aurora subiu”, é significado o representativo — antes que eles chegassem às coisas representativas da terra de Canaã — que se afastava dos descendentes de Jacó. Demonstrou-se acima, qual foi essa nação, a saber, que nela não houve culto interno, mas somente um culto externo, que, portanto, o conjugal celeste tinha sido separado de junto dela, e que é por isso que não pôde ser instituída com ela nenhuma igreja, mas apenas um representativo de igreja (n. 4281). [2] No entanto, é necessário saber o que é uma igreja representativa, e o que é um representativo de igreja. Há igreja representativa quando o culto interno está no culto externo; há o representativo de igreja quando o culto interno é nulo mas ainda há um culto externo; em um e outro são ritos externos quase semelhantes, a saber, estatutos semelhantes, semelhantes leis e semelhantes preceitos. Mas em uma igreja representativa os externos correspondem com os internos, de sorte que eles fazem um, enquanto no representativo de igreja não há correspondência, porque os externos ou estão sem internos ou estão em discordância com os internos. Em uma igreja representativa o amor celeste e espiritual é o principal, enquanto em um representativo de igreja é o amor corporal e mundano que é o principal. O amor celeste e espiritual é o interno mesmo, mas onde não há nenhum amor celeste e espiritual, mas há somente o amor corporal e mundano, há o externo sem o interno. A Antiga Igreja, que existiu depois do dilúvio, era uma Igreja Representativa, mas a que foi instituída entre os pósteros de Jacó foi somente um representativo de igreja. [3] Para que a diferença seja bem evidente, ela vai ser ilustrada por exemplos. Na Igreja Representativa o culto Divino se fazia sobre as montanhas, porque as montanhas significavam o amor celeste e, no sentido supremo, o Senhor (n. 795, 1430, 2722, 4210); e como tiveram um culto sobre as montanhas, estavam em seu [estado] santo, porque então eles estavam ao mesmo tempo no amor celeste. Na Igreja Representativa o culto Divino se fazia também nos bosques, porque os bosques significavam o amor espiritual e, no sentido supremo, o Senhor quanto a esse amor (n. 2722), e quando eles tinham o culto nos bosques eles estavam em seu [estado] santo, porque então estavam ao mesmo tempo no amor espiritual. Na Igreja Representativa, quando eles celebravam [haberent] o culto Divino, eles voltavam as suas faces para o oriente para o Sol, porque o Sol oriente significava também o amor celeste (n. 101, 1529, 1530, 2441, 2495, 3636, 3643); e quando também eles voltavam as suas faces [aspiciebant] para a Lua eles estavam igualmente repletos [perfundebantur] de uma certa veneração santa, porque a Lua significava o amor espiritual (n. 1529, 1530, 1531, 2495, 4060); do mesmo modo, quando eles olhavam o céu astral, porque ele significava o céu angélico ou o Reino do Senhor. Na Igreja Representativa eles tinham tendas ou tabernáculos, e nessas tendas um culto Divino, e esse culto era santo, porque as tendas ou os tabernáculos significavam o [estado] santo do amor e do culto (n. 414, 1102, 1145, 2152, 3312); o mesmo acontecia com inúmeras outras coisas. [4] No representativo de igreja, na realidade, houve no começo um culto Divino sobre as montanhas e também nos bosques; e eles também voltavam as suas faces para o Sol oriente, assim como os seus olhares para a Lua e para os astros367, e tinham igualmente um culto nas tendas ou tabernáculos; mas pelo fato de estarem em um culto externo sem culto interno, ou em um amor corporal e mundano e não em um amor celeste e espiritual, e que assim eles adoravam as próprias montanhas e os próprios bosques, e também o Sol, a Lua e os astros, bem como as suas tendas ou tabernáculos, e que, por conseguinte, eles fizeram idolátricos esses ritos que tinham sido santos na Antiga Igreja, por isso eles foram restringidos a um rito comum, a saber, à montanha onde estava Jerusalém e finalmente onde estava Sião, e ao sol oriente daí e do templo, então também a uma tenda comum que era chamada Tenda da Convenção e finalmente a Arca no templo; e isso, a fim de que um representativo de igreja existisse quando estivessem no [estado] santo externo, pois sem isso eles teriam profanado as coisas santas. [5] Por esse modo, pode-se ver que diferença há entre uma Igreja Representativa e um representativo de igreja. Que em geral os que foram da Igreja Representativa comunicavam com os três céus quanto aos interiores, aos quais os externos serviam de planos, enquanto os que estavam no representativo de igreja não comunicavam com os céus quanto aos interiores, mas, apesar disso, os externos em que eles estavam retidos podiam servir de plano, e isso, de um modo miraculoso pela Divina Providência do Senhor, para que existisse uma sorte de comunicação entre o céu e o homem por alguma coisa semelhante à igreja, porque, sem uma comunicação do céu com o homem por alguma coisa da igreja, o gênero humano pereceria. O que é a correspondência dos internos, não é possível dizer em poucas palavras; e na continuação, pela Divina Misericórdia do Senhor, se falará a respeito.