Texto
. Quem não crê hoje que o homem existe naturalmente de uma semente e ovo, e que desde a primeira criação há na semente uma virtude de se produzir em tais formas, primeiro dentro do ovo, em seguida no útero e depois por si, e que não seja o Divino que produza mais? A causa que se creia dessa maneira, é porque ninguém sabe que existe um influxo procedente do céu, isto é, desde o Senhor por meio do céu, e isso porque não querem saber que há um céu. Com efeito, em suas reuniões os eruditos discutem entre si abertamente se há um inferno, assim, se há um céu; e por duvidarem da existência do céu, é por isso também que eles não podem tomar por princípio que existe um influxo procedente do Senhor por meio do céu e, todavia, é esse influxo que produz e contém em forma, segundo os usos, todas as coisas que estão nos três reinos da terra, principalmente no reino animal, e especialmente no homem. Por isso eles não podem saber que há uma correspondência entre o céu e o homem, e menos ainda, que há tal correspondência, que cada uma das coisas que estão no homem, até as mais singulares, existam daí, e porque daí existem, daí também subsistem, pois a subsistência é uma perpétua existência, por conseguinte, a conservação na ligação e na forma é uma perpétua criação.