Texto
. ‘E [se] os impelirem um só dia, então morrerão todos os rebanhos’; que signifique a demora e o sucessivo, e que de outro modo eles não viveriam, assim, que eles deviam estar preparados para a conjunção, é o que se pode ver pela própria série. Com efeito, nas coisas que precedem, tratou-se da conjunção do bem com os veros no geral, mas aqui se trata dessa conjunção em particular; o processo mesmo de insinuação do vero no bem é aqui descrito no sentido interno. Pode-se, na realidade, elucidar por algum tempo qual este é por uma explicação no geral, mas não quanto aos seus arcanos, que são inúmeros; esses arcanos se manifestam com clareza somente aos que estão na luz do céu, e só se mostram por uma sorte de imagem grosseira aos que estão na luz do mundo quando a luz do céu é nela admitida. Isto pode ser satisfatoriamente visto por isto, que o homem, quando renasce, percorre as idades como aquele que nasce, e que o estado precedente é sempre como um ovo relativamente ao estado seguinte, e que assim continuamente ele é concebido e nasce; e isso não só quando ele vive no mundo, mas também quando ele veio na outra vida pela eternidade, e, não obstante, apesar disso ele não pode ser aperfeiçoado além, senão para que seja um ovo em relação às coisas que ainda restam, que são infindáveis. Por aí se vê claramente quão inumeráveis são as coisas que existem a respeito da regeneração do homem, das quais, todavia, dificilmente o homem conhece alguma, assim, quantas coisas estão aqui contidas no sentido interno, onde se trata do estado e do modo sucessivo de insinuação do bem nos veros.