. ‘E Jacó veio a Salém, cidade de Siquém’; que signifique os veros interiores da fé que pertencem à tranquilidade, é o que se vê pela significação de ‘Salém’, que é a tranquilidade da paz, de que se tratará na sequência; e pela significação de ‘cidade de Siquém’, que são os veros interiores da fé, de que se tratará no capítulo seguinte, onde se trata de Siquém e de sua cidade. Que ‘cidade’ seja o vero da fé, foi visto (n. 402, 2268, 2449, 2451, 2712, 2943, 3216); que Salém signifique a tranquilidade da paz, pode-se ver em Davi: “Conhecido em Judá [é] Deus, em Israel [é] grande o Nome d’Ele, e está em Salém a tenda d’Ele, e o habitáculo d’Ele em Sião. Ali quebrou as flechas ardentes do arco, o escudo, e a espada, e a guerra” (Salmos, 76:2, 3, 4); onde é evidente que Salém é a tranquilidade da paz, pois se diz que ali se quebraram as flechas ardentes do arco, o escudo, a espada e a guerra; depois, pela sua significação na língua original, afinal Salém é a tranquilidade e a perfeição. O que é a tranquilidade da paz, foi visto nos n. 1726, 3696; nessa tranquilidade estão os veros interiores, isto é, aqueles que estão nos veros interiores pela fé e pela vida; mas enquanto estiverem nos veros exteriores, e principalmente quando dos veros exteriores chegam aos veros interiores, então o estado é intranquilo, pois então efetuam-se os combates das tentações. É isso também representado aqui por Jacó, que, depois de ter estado no temor e na angústia por causa de Esaú, chegou agora ao estado de tranquilidade.