Texto
. Todas e cada uma das coisas que estão nos olhos têm as suas correspondências nos céus, por exemplo, os três humores, o aquoso, o vítreo e o cristalino; e não só os humores, mas também as túnicas, e mesmo cada parte. As coisas que são interiores dos olhos têm correspondências mais belas e mais agradáveis [amaeniores], mas diferentemente em cada céu. Essa luz que procede do Senhor, quando influi no céu íntimo (ou terceiro céu), é ali recebida como o bem que se chama caridade; e quando ela influi mediata e imediatamente no céu médio (ou segundo céu), ela é recebida como o vero que provém da caridade; mas quando esse vero influi mediata e imediatamente no último (ou primeiro céu), ele é recebido substancialmente, e aparece ali como um paraíso, e em outro lugar como uma cidade em que há palácios. Assim as correspondências se sucedem até a vista externa dos anjos. No homem igualmente, em seu último que são os olhos, isto se apresenta materialmente por meio da visão, cujos objetos são as coisas que pertencem ao mundo visível. O homem que está no amor e na caridade, e, portanto, na fé, tem os seus interiores semelhantes, pois ele corresponde aos três céus e é, em efígie, um pequeníssimo céu.