. O modo como as coisas acontecem quando uma velha igreja é rejeitada e uma nova é adotada, dificilmente alguém conhece; aquele que não conhece os interiores do homem e os estados dos interiores e, portanto, os estados do homem depois da morte, não pode compreender outra coisa senão que aqueles que são da velha igreja, entre os quais o bem e o vero foram devastados, isto é, não são mais reconhecidos de coração, devem perecer, quer como os antediluvianos por um dilúvio, quer como os judeus por uma expulsão de sua terra, quer de outro modo. Mas uma igreja, quando foi vastada, isto é, quando não está mais em bem algum da fé, perece principalmente quanto aos estados de seus interiores, assim, quanto aos estados na outra vida; então o céu se afasta deles e, consequentemente, o Senhor, e Ele se transporta para outros que são adotados em seu lugar. Com efeito, sem uma igreja em algum lugar na Terra não pode haver comunicação do céu com o homem, uma vez que a igreja é como o coração e os pulmões do Máximo Homem na Terra (n. 468, 637, 931, 2054, 2853). [2] Aqueles que estão fora da velha igreja, assim, afastados do céu, estão em uma sorte de inundação quanto aos interiores, e até mesmo em uma inundação acima da cabeça; esta inundação o homem mesmo, enquanto vive no corpo, não apercebe, mas vem a ela depois da morte. Essa inundação se mostra manifestamente na outra vida, e na realidade fica como um nimbo nebuloso com que se envolve, e por ele se é separado do céu. O estado daqueles que estão nesse nimbo nebuloso é que eles não podem de modo algum ver o que é o vero da fé, e menos ainda o que é o bem desse vero, pois a luz do céu, em que há a inteligência e a sabedoria, não pode penetrar nesse nimbo. É esse o estado de uma igreja devastada.