ac 4431

Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. ‘Filho de Hamor, o heveu’; que signifique proveniente dos antigos, é o que se vê pela significação do ‘filho’, que é aqui Siquém, que é o vero interior, de que se tratou logo acima. Que o filho seja o vero, foi visto (n. 489, 491, 533, 1147, 2623, 3373, 4257); e pela representação de ‘Hamor’, que é o pai desse vero, assim, é proveniente dos antigos, porquanto o vero que estava interiormente nos ritos e nos representativos emanou da igreja desde o tempo antigo, e porque foi assim, Hamor é também denominado ‘o heveu’. Com efeito, a nação dos heveus foi aquela por quem um tal vero era significado entre os antigos, porque os heveus estiveram, desde o tempo antigo, em um tal vero; daí vem que Hamor é aqui chamado o heveu. Com efeito, no tempo antigo, por todas as nações na terra de Canaã foi significado algum bem ou algum vero da igreja, pois a Antiquíssima Igreja, que foi celeste, ali estivera (n. 4116); mas em seguida essas nações, assim como as restantes, entre as quais houve a igreja, inclinaram-se para cultos idolátricos; por isso também as idolatrias foram significadas por essas mesmas nações; como, porém, o vero interior tinha sido, desde o tempo antigo, significado pelos heveus, e que eles estavam entre as mais probas nações, entre as quais a iniquidade não tinha sido consumada, isto é, com quem o vero da igreja não tinha sido extinto (como entre outras), é por isso que, pela Providência do Senhor, os heveus gibeonitas foram conservados pela aliança que Josué e os príncipes firmaram com eles (Josué, 9:15). Que os gibeonitas tenham sido heveus, vê-se em Js. 9:7; 11:19. A partir disso, agora se vê de onde vem que por Siquém, filho de Hamor, o heveu, seja significado o vero interior proveniente dos antigos.

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