Texto
. ‘Jacó ouviu que ele poluiu Dinah, sua filha’; que signifique a conjunção não legítima, a saber, com a afeição do vero que pertence à igreja externa representada aqui por Jacó, é o que se vê pela significação de ‘poluir’, que é a conjunção não legítima. Com efeito, pelos casamentos é significada a conjunção legítima (n. 4427); daí, pela ‘poluição’ deles é significada a conjunção não legítima (n. 4433); pela representação de ‘Dinah’, que é a afeição de todas as coisas que pertencem à fé e é a igreja que daí resulta (n. 4427); e pela representação de ‘Jacó’, que aqui é a Igreja Antiga externa. Que por ‘Jacó’, aqui, seja significada a Igreja Antiga externa, é porque essa Igreja devia ser instituída entre os pósteros dele, e que ela teria sido instituída se os pósteros tivessem recebido os veros interiores que estavam entre os antigos. Que essa igreja seja representada aqui por Jacó, é isso ainda evidente pela série neste capítulo, pois ele não esteve no concílio [ou na conspiração] com seus filhos, para que ferissem a cidade e matassem Hamor e Siquém; é por isso também que ele disse a Simeão e a Levi:
“Perturbastes-me, fazendo-me feder ao habitante da terra” (vers. 30);
e no profético antes de sua morte:
“No arcano deles não venha a minha alma, na congregação deles não se una a minha glória, porque na sua ira mataram o varão, e no seu agrado enervaram o boi” (Gn. 49:6).
E, além disso, em muitas outras passagens da Palavra, por Jacó é representada a Antiga Igreja externa (n. 422, 4286). A causa por que Jacó a representa, é porque, no sentido supremo, ele representa o Divino Natural do Senhor, ao qual a igreja externa corresponde. Por ‘seus filhos’, por sua vez, são significados os seus pósteros, que extinguiram em si mesmos o vero que tinha estado entre os antigos, e assim destruíram aquilo que pertencia à igreja, permanecendo assim entre eles somente o representativo deles, do que se tratou (n. 4281, 4288, 4289, 4303).