. ‘E disse Siquém ao seu pai, e aos seus irmãos’; que signifique a consulta do vero proveniente de uma estirpe Divina, com o bem e vero daquela religiosidade, é o que se vê pela significação de ‘dizer’, que é aqui consultar; pela representação de ‘Siquém’, que é o vero proveniente de uma antiga estirpe Divina (n. 4447); pela significação do ‘pai’, que é aqui Jacó, que é o bem que pertence ao vero (n. 4273, 4337); e pela significação dos ‘irmãos’, que são aqui os filhos de Jacó, que são os veros de que acima se tratou. Que Siquém seja o vero proveniente de uma antiga estirpe Divina, vê-se por aquelas coisas que acima (n. 4447) foram alegadas; com efeito, Hamor, o heveu, junto com a sua nação e a sua família, tinha estado, na terra de Canaã, entre os remanescentes da Antiquíssima Igreja, que era celeste. Essa igreja tinha existido pelo Divino mais do que todas as igrejas do globo, pois ela estava no bem do amor ao Senhor; o voluntário e o intelectual dos homens dessa igreja faziam um, assim, uma mente só; por isso é que eles tinham a percepção do vero a partir do bem, porquanto o Senhor influía pelo caminho interno no bem da vontade deles, e por este [bem] no bem do entendimento, ou no vero; daí vem que essa igreja, de preferência às outras, foi denominada ‘homem’ (n. 477, 478, 479), e também ‘semelhança de Deus’ (n. 51, 473, 1013). Daí se vê claramente por que motivo se diz de Hamor e Siquém que eles são procedentes de uma Antiga estirpe Divina, como também anteriormente (n. 4399). Que a Antiquíssima Igreja, que foi denominada homem (ou em hebraico, Adam), tinha estado na terra de Canaã, conforme acima foi dito (n. 4477), é o que se vê manifestamente pelos pósteros deles que foram chamados nefilins (Gn. 6:4, 6). Que eles estiveram na terra de Canaã, diz-se em Nm. 13:33 (ver o n. 581); mas então chamava-se de terra de Canaã toda a terra desde o rio do Egito até o Eufrates (Gn. 15:18).