. ‘E tomaram, os dois filhos de Jacó, Simeão e Levi’; que signifique a fé e o amor, é o que se vê pela representação de ‘Simeão’, que é a fé pela vontade (n. 3869, 3870, 3871, 3872); e pela representação de ‘Levi’, que é o amor espiritual, ou caridade (n. 3875, 3877). No sentido genuíno, são essas as coisas que são significadas por Simeão e Levi, e também pelas Tribos que tiram seu nome de Simeão e Levi; mas no sentido oposto é significado o falso e o mal, porque o falso é oposto ao vero da fé, e o mal, ao bem da caridade. Simeão e Levi representam o falso e o mal relativamente à nação judaica, que extinguira nela mesma tudo que pertence à fé e tudo que pertence à caridade, essas eram as coisas internas do culto; é o que se pode ver melhor pelo que segue, onde a respeito deles se diz que mataram Hamor e Siquém, e os varões da cidade, e que os filhos de Jacó vieram sobre os transpassados, e todas as coisas foram depredadas. Que Simeão e Levi tinham cometido esses crimes, era a fim de que fosse representado que o vero que pertence à fé e o bem que pertence à caridade tinham-se tornado o falso e mal; por isso, na igreja, quando o vero se torna o falso e o bem se torna o mal, está acabado no que diz respeito à igreja [actum est de Ecclesia].