. ‘E o terror de DEUS esteve sobre as cidades que estavam ao redor deles, e não seguiram após os filhos de Jacó’; que signifique que os falsos e os males não poderiam se aproximar, é isso evidente pela significação de ‘o terror de Deus’, que é a proteção, de que se tratará no que segue; pela significação das ‘cidades que estavam ao redor deles’, que são os falsos e os males, porque as ‘cidades’, no sentido genuíno, são os veros da doutrina, e no sentido oposto, os falsos da doutrina (n. 402, 2449, 2943, 3216, 4478, 4492, 4493). Que aqui pelas ‘cidades’ também sejam significados os males, é porque também se entendem os habitantes, que no sentido genuíno são os bens, portanto, no sentido oposto, os males (n. 2268, 2451, 2712); e pela significação de ‘não seguir após eles’ [ou persegui-los], que é não poder se aproximar. [2] Que o ‘terror de Deus’ seja a proteção, pode-se ilustrar pelo que acontece na outra vida: Lá, os infernos nunca podem se aproximar do céu, nem os maus espíritos, de alguma sociedade celeste, porque eles estão no terror de Deus. Com efeito, quando os maus espíritos se aproximam de alguma sociedade celeste, eles caem logo em ansiedades e em tormentos, e aqueles que incidiram nisso algumas vezes, esses não se atrevem mais a se aproximar. Que eles não se atrevam, é o que se entende pelo terror de Deus no sentido interno, não que Deus (isto é, o Senhor) os aterrorize, mas porque eles estão nos falsos e nos males, assim, no oposto dos bens e dos veros, e porque são os próprios falsos e males que os põem nas angústias e nos tormentos quando eles se aproximam dos bens e dos veros.