Texto
. ‘E morreu Raquel e foi sepultada no caminho de Efrata’; que signifique o fim da precedente afeição do vero interior, é o que se vê pela significação de ‘morrer’, que é terminar de ser tal (n. 494), assim, o fim; pela representação de ‘Raquel’, que é a afeição do vero interior (n. 3758, 3782, 3793, 3819); pela significação de ‘ser sepultada’, que é a rejeição do estado anterior e a ressuscitação de um novo estado (n. 2916, 2917, 3256); e pela significação de ‘Efrata’, que é o espiritual do celeste no estado anterior (n. 4585). Daí, é evidente que por ‘Raquel morreu e foi sepultada no caminho de Efrata’ é significado o fim do estado anterior da afeição do vero interior, e a resssuscitação de um novo, que é Belém, de que se tratará logo na sequência.
[2] No sentido genuíno, por ‘Raquel morreu, e foi sepultada no caminho de Efrata’ é significado o hereditário que, por meio das tentações, tinha sido expulso perpetuamente; o hereditário era a humana afeição do vero interior, que a Divina afeição expulsou; vem também daí que esse filho foi chamado pela mãe, Benoni, ou seja, filho da dor, e pelo pai, Benjamin, ou seja, filho da direita. Na humana afeição, que procede da mãe, há o hereditário em que está o mal, mas na Divina não há senão o bem; na humana, com efeito, há a glória de si próprio e do mundo como o fim por causa de si, mas na Divina há o fim por causa de si para que haja de si para salvar o gênero humano, segundo as palavras do Senhor em João:
“Oro por aqueles que Me deste,... pois que todas as Minhas coisas são Tuas, e as Tuas, Minhas, mas nisso Sou glorificado. [...] para que todos sejam um, assim como Tu, ó Pai, [o és] em Mim, e Eu em Ti; que também eles sejam um em Nós;... Eu, a glória que Me deste, dei a eles, para que sejam um, como Nós somos um. Eu neles e Tu em Mim” (17:9, 10, 21, 22, 23).