Texto
. ‘Os filhos de Jacó foram doze’; que signifique o estado de todas as coisas agora no Divino Natural, vê-se pela representação de ‘Jacó’, que é o Divino Natural, de que antes muitas vezes se tratou; e pela significação de ‘doze’, que são todas as coisas; e quando se predica doze dos filhos de Jacó, ou das tribos que tomaram deles os seus nomes, que sejam todas as coisas do vero e do bem, do que se tratou nos n. 2089, 2129, 2130, 3272, 3858, 3913, 3939. Foi dito, a respeito do Natural do Senhor, como Ele o fez Divino n’Ele [in Se], pois Jacó o representou, e logo se trata da conjunção do Divino Natural com o Racional, conjunção que é representada pela vinda de Jacó a companhia de Isaque, visto que Isaque representa o Divino Racional do Senhor; daí vem que sejam de novo recenseados todos os filhos de Jacó. Com efeito, todas as coisas do vero e do bem tiveram de estar no Natural antes de ele poder se conjungir plenamente com o Racional, porque o Natural serve de receptáculo ao Racional, é por isso que esse recenseamento é feito. Cumpre saber, porém, que os filhos de Jacó são agora nomeados em uma ordem que difere da precedente, pois em último lugar são nomeados os filhos de Bilhah e de Zilpah, a saber, Dã, Naftali, Gad e Aser, que entretanto nasceram antes de Issascar, Zebulon, José e Benjamin; a causa é porque se trata aqui da ordem em que estão os veros e os bens no Natural quando este foi feito Divino, pois a ordem de nomeação deles é segundo o estado da coisa de que se trata (n. 3862, 3926, 3739).