. ‘Estas [são] as natividades de Esaú’; que signifique as derivações no Divino Bem Natural do Senhor, é o que se vê pela significação das ‘natividades’428, que são as derivações, a saber, do bem e do vero (n. 1330, 3263, 3279, 3860, 3868, 4070); e pela representação de ‘Esaú’, que é o Divino Bem Natural do Senhor (n. 3302, 3322, 3494, 3504, 3576, 3599). Trata-se agora desse Bem neste capítulo; mas porque ele é tal que não cai no entendimento de nenhum homem, e dificilmente cai no de algum anjo, por isso esse Bem é descrito por meio de meros nomes. Com efeito, o Divino Bem Natural do Senhor, que é representado por Esaú, é o Divino que Ele tevedesde o nascimento [oupela natividade], pois foi concebido de JEHOVAH, daí Ele teve o Divino Ser desde o nascimento [oupela natividade], este foi para Ele a alma e, consequentemente, o íntimo de Sua vida; ele foi exteriormente envolto pelas coisas que [o Senhor] tomou de uma mãe; e como esse envoltório tinha em si não o bem mas o mal, é por isso que Ele o expulsou pelo próprio poder, principalmente por meio dos combates das tentações; e depois esse Humano, que Ele fez novo em Si, Ele o conjungiu com o Divino Bem que Ele teve pela natividade [ou de nascimento]. Jacó representou esse Bem que Ele adquiriu pelo próprio poder, de que se tratou nos capítulos precedentes, é esse Bem que Ele conjungiu ao Divino Bem; e assim Ele fez Divino todo Humano n’Ele [in Se]. O Bem que Esaú representa influía pela via interna, e por meio do Bem Racional no Natural, imediatamente; mas o Bem que Jacó e Israel representa429 influía pela via externa, e o Divino ia ao encontro dele pelo Bem Racional, mas mediatamente por meio do Vero do Racional no Natural. Isaque representa esse Bem Racional, e Rebeca esse Vero (Ver as coisas que anteriormente foram ditas a respeito disso nos n. 3314, 3573, 4563).