. ‘Ele [é] Edom’; que signifique o Divino Humano do Senhor quanto ao Natural e ao Corporal, vê-se pela representação de ‘Edom’, que é o Divino Humano do Senhor quanto ao Bem Natural ao qual foram adjuntos os doutrinais do vero (n. 3302, 3322, 4241), assim, quanto ao Natural e ao Corporal, pois os doutrinais são o equivalente de um corpo para o vero, ou, no sentido espiritual, eles são os corporais do vero natural; daí vem que por Edom é representado o Divino Humano do Senhor quanto ao Natural e ao Corporal. Que a doutrina seja, por assim dizer, uma corpulência do vero430, é porque a doutrina em si mesma não é o vero, mas o vero está na doutrina como uma alma em seu corpo. [2] No que vai agora seguir se trata do Divino Bem Natural do Senhor, mas as suas derivações são descritas por meio de nomes, pela razão dita acima, porque as derivações desse Bem excedem o entendimento de qualquer homem, e até mesmo do anjo, uma vez que os anjos são finitos, e o finito não compreende o Infinito; mas ainda assim, quando este capítulo é lido, as derivações que estão contidas nos nomes são representadas aos anjos de um modo geral por meio do influxo do Divino Amor procedente do Senhor, e o influxo é representado por uma chama celeste que os afeta do Divino Bem. [3] Aquele que crê que a Palavra não tenha sido inspirada quanto ao menor iota, e aquele que crê que a Palavra não tenha sido inspirada de outro modo, senão de modo que cada uma das séries representem coisas Divinas e, daí, coisas celestes e espirituais, e que cada vocábulo as signifique, não pode opinar outra coisa senão que esses nomes nada mais envolvam do que a genealogia proveniente de Esaú; mas o que seriam as genealogias para a Palavra, e o que haveria de Divino nelas? Mas que todos os nomes na Palavra signifiquem coisas reais, foi visto (n. 1224, 1264, 1876, 1888, 4442), e em todos os outros lugares onde se explicou o que os nomes significaram.