. Foi dito no n. 4652 (no fim), que o homem é um espírito e que o corpo lhe serve para os usos no mundo, e se tem dito, aqui e ali, que o espírito é o interno do homem e que o corpo é o seu externo; aqueles que não compreendem como acontece em relação ao espírito do homem e de seu corpo, daí podem presumir que assim o espírito habita dentro do corpo, e que o corpo, por assim dizer, o cinge e o recobre; mas deve-se saber que o espírito do homem está, no corpo, no todo e em toda parte dele, e que ele é a substância mais pura, tanto em seus órgãos motores quanto em seus órgãos sensoriais, e, além disso, em toda a parte; e que o corpo é material por toda a parte anexo ao espírito, e adequado ao mundo em que ele está então; é isso que se entende por “o homem é um espírito, e o corpo lhe serve paraos usos no mundo”, e por “o espírito é o interno do homem, e o corpo é o seu externo”. Daí também é evidente que o homem, depois da morte, está igualmente em uma vida ativa e sensitiva, e também em uma forma humana, como no mundo, porém, mais perfeita.