. ‘E eis [que] o meu feixe se levantava, e também ficava [de pé]’; que signifique o doutrinal a respeito do Divino Humano do Senhor, é o que se vê pela significação do ‘feixe’, que é o doutrinal, de que se tratou logo acima; e pela significação de ‘levantar-se e ficar [de pé]’, que é supremo que deve reinar, e que deve ser adorado; que este supremo seja o Divino Humano do Senhor, vê-se claramente pelas coisas que seguem, a saber, que os onze feixes se curvaram diante desse Feixe, e no segundo sonho, que o sol, a lua e as onze estrelas se curvaram a José, pelo que é significado o supremo que deve reinar, e que deve ser adorado, por isso é que Jacó também disse: “Será que viremos, eu e a tua mãe, e os teus irmãos, a nos curvarmos a ti em terra?” O Divino Vero do Senhor é o que é representado por José, como acima foi dito; o seu supremo é o Senhor mesmo, e o supremo entre os doutrinais é que o Humano d’Ele é Divino. [2] Em relação a esse supremo dos doutrinais, eis o que acontece: A Antiquíssima Igreja, que foi celeste, e que mais do que as restantes se chamou Homem, adorou o Ser Infinito e, daí, o Existente Infinito, e porque não puderam ter nenhuma percepção do Ser Infinito, mas alguma a respeito do Infinito daí Existente a partir das coisas perceptíveis que estavam no homem interno deles, e a partir das coisas sensíveis que estavam em seu homem externo, e das coisas observáveis que estavam no mundo, por isso eles adoraram o Existente Infinito no qual estava o Ser Infinito. Eles perceberam o Existente Infinito no qual estava o Ser Infinito como Divino Homem, e isso porque sabiam que o Existente Infinito é produzido do Ser Infinito por meio do céu, que porque é o Máximo Homem correspondendo a todas e a cada uma das coisas que estão no homem, como se mostrou no fim dos capítulos precedentes e como o será no fim de alguns capítulos que seguem, eles não puderam ter outra ideia de percepção sobre o Existente Infinito desde o Ser Infinito senão a do Divino Homem, pois tudo que passa do Ser Infinito pelo céu como pelo Máximo Homem tem dele consigo a imagem em todas e cada uma das coisas. Quando essa igreja celeste começou a cair, eles previram que este Existente Infinito não poderia mais ter influxo nas mentes dos homens, e que assim o gênero humano pereceria; é por isso que a partir da revelação eles tiveram conhecimento de que nasceria Aquele que faria o Humano Divino em Si e, assim, tornar-se-ia Ele mesmo o Existente Infinito tal qual fora antes, e, enfim, um só com o Ser Infinito como também fora antes; daí a profecia deles a respeito do Senhor em Gênesis, capítulo 3, vers. 15434. [3] Isso é assim descrito em João: “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e Deus era a Palavra. Esta estava no princípio com Deus; todas as coisas por Ela foram feitas, e sem Ela nada foi feito do que se fez. Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens. [...] E a Palavra se fez carne, e habitou em nós, e vimos a Sua glória como do Unigênito do Pai, cheia de graça e verdade” (1:1–4, 14); a ‘Palavra’ é o Divino Vero, que em sua Essência é o Existente Infinito procedendo do Ser Infinito, e é o Senhor mesmo quanto ao Seu Humano; Este é Ele mesmo, de Quem o Vero Divino agora procede e influi no céu, e por meio do céu nas mentes humanas, consequentemente, que rege e governa o universo, do mesmo modo como o regeu e o governou de toda a eternidade. Com efeito, Ele é o mesmo e um só com o Ser Infinito, pois conjungiu o Humano ao Divino, o que foi feito por meio disto que, em Si435, o Humano também foi feito Divino. Daí agora se pode ver que o supremo do Vero Divino é o Divino Humano do Senhor, e que por isso o supremo entre os doutrinais da igreja é que o Humano do Senhor é Divino.