. ‘E eis, o sol e a lua’; que signifique o bem natural e o vero natural, vê-se pela significação do ‘sol’, que é o bem celeste (n. 1529, 1530, 2120, 2495, 2441, 3636, 4060); e pela significação da ‘lua’, que é o bem espiritual, ou vero (n. 1529, 1530, 2495). O sol, no sentido supremo, significa o Senhor, porque o Senhor aparece como Sol àqueles, no céu, que estão no amor celeste; e a lua, no sentido supremo, também significa o Senhor, porque Ele aparece como Lua àqueles, no céu, que estão no amor espiritual; e também o todo da luz no céu vem daí; por isso a luz que procede do Sol ali é o celeste do amor, ou o bem; e a luz procedente da Lua ali é o espiritual do amor, ou o vero; aqui, portanto, o ‘sol’ é o bem natural, e a ‘lua’ é o vero natural, porque eles são predicados de Jacó e de Leah, como se vê pelo vers. 10, onde Jacó disse: “Vindo viremos eu e a tua mãe, e os teus irmãos, para curvar-nos a ti em terra?” porquanto por Jacó é representado o bem natural, e por Leah, o vero natural, como se demonstrou anteriormente aqui e ali. O Divino que vem do Senhor, este, no sentido supremo, é o Divino n’Ele; mas no sentido relativo é o Divino que procede d’Ele; o Divino Bem que procede d’Ele é o que se chama celeste, e o Divino vero que procede d’Ele é que é dito espiritual; quando o Racional os recebe, são o bem e o vero do Racional que são significados, mas quando o natural os recebe, são o bem e o vero do natural que são significados; aqui são o bem e o vero do natural, porque são predicados de Jacó e de Leah.