. ‘E onze estrelas’; que signifique as cognições do bem e do vero, é o que se vê pela significação das ‘estrelas’, que são as cognições do bem e do vero. Que as ‘estrelas’ na Palavra as signifiquem, é porque elas são pequenos luminares que brilham durante a noite e então emitem de si, em nossa atmosfera, centelhas de luz, e semelhantemente as cognições as coisas que pertencem ao bem e ao vero. Que pelas ‘estrelas’ sejam significadas essas cognições, pode-se ver por várias passagens na Palavra, por exemplo, em Jeremias: “Disse JEHOVAH, que dá o sol para luz do dia, os estatutos da lua e das estrelas para luz da noite, que desloca o mar para que sejam tumultuadas as ondas dele” (31:35); onde se trata da nova igreja; por ‘dar o sol para a luz do dia’ é significado o bem do amor e da caridade, e por ‘[dar] os estatutos da lua e das estrelas para a luz da noite’, o vero e as cognições. [2] Igualmente em Davi: “JEHOVAH, que fez os luminares grandes;... o sol para domínio no dia;... a lua e as estrelas para domínio na noite;...” (Sl. 136:7, 8, 9). Quem não conhece o sentido interno da Palavra, crê que pelo sol aqui se entende o Sol do mundo, e pela lua e as estrelas se entendam a Lua e as estrelas, porém, daí nenhum sentido espiritual e celeste se eleva, quando, todavia, a Palavra é celeste em cada coisa; daí também é evidente que são os bens do amor e da caridade, e os veros da fé, com as cognições deles, que são significados. [3] É semelhante com as expressões que estão no primeiro capítulo de Gênesis, onde se trata da nova criação do homem celeste: “Disse DEUS: Haja luminares na expansão dos céus, para distinguir entre o dia e entre a noite. E serão para sinais a para tempos determinados e para dias e para anos. E serão por luminares na expansão dos céus, para darem luz sobre a terra. E assim se fez. E fez DEUSdois luminares grandes: o luminar grande para dominar no dia, e o luminar menor para dominar na noite, e as estrelas. E os pôs DEUS na expansão dos céus para darem luz sobre a terra, e para dominar no dia e na noite, e para distinguir entre a luz e entre as trevas” (vers. 14–18; ver os n. 30 ao 38). [4] Em Mateus: “Logo depois da aflição daqueles dias, o sol se escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e os poderes dos céus serão abalados” (24:29); Que por ‘sol e lua’ aí é significado o amor e caridade, ou o bem e vero; e pelas ‘estrelas’ as cognições, vê-se no n. 4060; e porque ali se trata do último dia, ou último estado da igreja, por ‘que o sol se obscurecerá e a lua não dará a sua luz’ é significado que então o bem do amor e da caridade parecerá, e por ‘que as estrelas cairão do céu’, que também as cognições do bem e do vero. [5] Que sejam significadas essas coisas, vê-se pelos proféticos da Palavra, onde semelhantemente se trata do último tempo da igreja; por exemplo, em Isaías: “Eis o dia de JEHOVAH virá cruel, ...para pôr a terra em vastação, e aos pecadores destruirá dela, pois as estrelas dos céus e os astros deles não luzirão [com a] sua luz, o sol se obscurecerá no seu nascer, e a lua não fará brilhar a sua luz” (13:9, 10). Em Joel: “Próximo está o dia de JEHOVAH, ...o sol e a lua foram enegrecidos, e as estrelas retraíram o seu esplendor” (4:14, 15). Em Ezequiel: “Cobrirei, quando extinguir-te, os céus, e enegrecerei as estrelas deles, cobrirei o sol com uma nuvem; e a lua não fará luzir seu lume, todos os luminares de luz no céu enegrecerei sobre ti, e porei trevas sobre a tua terra” (32:7). E em João: “O quarto anjo tocou a trombeta e foi ferida a terça parte do sol, e a terça parte da lua, e a terça parte das estrelas, de sorte que foi escurecida a terça parte deles, e o dia não luzia o terço de sua parte, e a noite semelhantemente” (Ap. 8:12). [6] Que, além disso, as estrelas sejam as cognições do bem e do vero, é o que se vê por estas passagens: Em Daniel: “De um chifre do bode das cabras cresceu um chifre do exíguo, e cresceu muito para o sul, e para o nascente, e para o esplendor, e cresceu até o exército dos céus, e lançou em terra [parte] do exército, e das estrelas, e as pisou” (8:9, 10); e em João: “O dragão grande com a sua cauda arrastou a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as na terra” (Ap. 12:4); que aqui não se entendem as estrelas, é evidente; trata-se, em Daniel e em João, do estado da igreja nos últimos tempos. [7] Igualmente em Davi: “JEHOVAH enumera o número das estrelas, chama todas pelos nomes” (Sl. 147:4). No mesmo: “Louvai a JEHOVAH, sol e lua, louvai-O todas as estrelas de luz” (Sl. 148:4). Em João: “Um sinal grande foi visto no céu: uma mulher circundada de sol, e a lua sob os pés dela, e sobre a cabeça dela uma coroa de doze estrelas” (Ap. 12:1). [8] Como pelas ‘estrelas’ são significadas as cognições do bem e do vero, por elas são significadas as coisas doutrinais da igreja, pois estas são as cognições. O doutrinal a respeito da fé separada da caridade nos últimos tempos é descrito assim por meio de uma estrela em João: “O terceiro anjo tocou a trombeta, e caiu do céu uma estrela grande ardendo como uma lâmpada, e caiu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas. O nome da estrela era absinto, e muitos homens foram mortos nas águas, porque se tornaram amargas” (Ap. 8:10, 11); as ‘águas que por essa estrela se tornaram amargas’ são os veros, e os ‘rios’ e as ‘fontes de águas’ são, portanto, a inteligência e a sabedoria provenientes da Palavra. Que as ‘águas’ sejam os veros, foi visto (n. 2702, 3058, 3424); que os ‘rios’ sejam a inteligência, n. 3051; e que as ‘fontes’, a sabedoria oriunda da Palavra, n. 2702, 3424.