. As mudanças de estado das afeições também aparecem ao vivo nas faces dos anjos. Quando eles se acham em sua sociedade, eles então estão em sua face; quando, porém, eles vêm em outra sociedade, as suas faces se mudam de acordo com as afeições do bem e do vero dessa sociedade. Contudo, a face genuína é como um plano, e nessas mudanças ela é conhecida. Vi as variações sucessivas segundo as afeições das sociedades com as quais eles comunicavam, pois cada anjo está em uma província do Máximo Homem, e assim comunica de um modo geral e extenso com todos que estão na mesma província, embora ele esteja em uma parte dessa província, a que corresponde propriamente. [2] Vi que as suas faces variavam por meio de mudanças desde um limite de afeição a outro, mas observei que ainda assim as mesmas faces eram em geral retidas, assim, que brilhava sempre a afeição dominante com suas variações; assim foram demonstradas tantas afeições em sua extensão. E o que é mais admirável, as mudanças das afeições desde a infância até a idade adulta também se mostravam por variações da face; e me era facultado conhecer quanto nessa idade adulta ela tinha retido da infância, e que esta era o seu humano mesmo. Com efeito, na criança há a inocência na forma externa, e a inocência é o humano mesmo, uma vez que nela como em um plano influem do Senhor o amor e a caridade. Quando o homem se regenera e se torna sábio, então a inocência da infância, que foi externa, torna-se interna; daí vem que a genuína sabedoria não habita em outra coisa senão na inocência (n. 2305, 2306, 3183, 3994); depois, que ninguém, salvo aquele que tem alguma coisa da inocência, pode entrar no céu, segundo as palavras do Senhor: “Se não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos céus” (Mt. 17:3; Mc. 10:15).