Texto
. ‘E tomou-a, e veio a ela’; que signifique que a tribo de Judá se conjungiria com esses males, a saber, com os males provenientes dos falsos do mal, é o que se vê pela significação de ‘tomá-la’, a saber, por mulher, e de ‘vir’ (ou ‘entrar’) a ela, que é se conjungir, do que se tratou algumas vezes antes, pois, no sentido interno, os casamentos representam a conjunção do bem e do vero, porque daí provêm (n. 2727 ao 2759); mas, no sentido oposto, a conjunção do mal e do falso, aqui, a conjunção da tribo de Judá com esses males, pois isso se diz de Judá, por quem é significada a tribo dele denominada (Ver acima o n. 4815). Aqui não se diz que ele a tomou por esposa, mas somente que a tomou e veio a ela, por essa causa, porque a cópula era ilegítima (n. 4818), então porque desse modo seria indicado tacitamente que não era um casamento, mas sim uma escortação, assim, que os filhos nascidos dessa mulher seriam mesmo nascidos da escortação; a conjunção do mal com o falso não é também outra coisa. Que depois ela tenha sido dita esposa dele, nestas palavras:
“E multiplicaram-se os dias, e morreu a filha de Shua, esposa de Judá” (vers. 12),
dir-se-á abaixo.