. ‘E concebeu ainda, e pariu um filho’; que signifique o mal, vê-se pela significação do ‘filho’, que é o vero, e também o bem (n. 264); assim, no sentido oposto, o falso e também o mal, mas o mal que provém do falso. Esse mal, em sua essência, é o falso, porque veio daí, porquanto aquilo que faz o mal a partir de um falso doutrinal, isto faz o falso; mas porque esse falso se torna um ato, ele é chamado o mal. Que pelo primogênito foi significado o falso, e por este [segundo filho], o mal, é evidente por isso, porque é recordado, deste [segundo] filho, que ele tinha feito o mal em ato, a saber, “que ele perdia a semente na terra, para que não desse semente ao seu irmão; e como foi um mal aos olhos de JEHOVAH o que fez, então o fez morrer também” (vers. 9, 10); que este mal tenha sido proveniente do falso, ver-se-á também ali. Além disso, nas igrejas antigas, pelo segundo gerado era significado o vero da fé em ato; por ele, portanto, é significado o falso em ato, isto é, o mal. Que seja o mal que é significado por ele, também se pode ver por isto, que o primogênito, Er, tenha sido nomeado pelo pai, ou de Judá, enquanto este, ou Onan, foi nomeado pela mãe, ou a filha de Shua, como se pode ver na língua original, porquanto pelo varão, na Palavra, é significado o falso, e pela mulher [dele], o mal desse falso (n. 915, 2517, 2510); que pela filha de Shua, o mal, n. 4818, 4819. Por essa razão, porque Er foi o nome chamado pelo pai, por ele é significado o falso; e porque Onan, pela mãe, por ele é significado o mal; de fato, aquele era assim um filho como do pai, e este por sua vez um filho como da mãe. [2] Na Palavra, muitas vezes se diz ‘o varão e a esposa’, e também, ‘o marido e a esposa’; quando se diz ‘o varão e a esposa’, é significado o vero pelo varão e o bem pela esposa, e no sentido oposto, o falso pelo varão e o mal pela esposa; mas quando se diz ‘o marido e a esposa’, é significado o bem pelo marido, e o vero pela esposa, e no sentido oposto, o mal pelo marido e o falso pela esposa. A causa desse arcano é esta: Na igreja celeste, o marido estava no bem, e a esposa no vero desse bem; mas na igreja espiritual, o varão está no vero, e a esposa no bem desse vero, e também na realidade eles assim são e foram, porquanto as coisas interiores no homem tiveram essa inversão; daí vem que, na Palavra, onde se trata do celeste bem e do celeste vero daí procedente, aí se diga ‘o marido e a esposa’, mas onde se trata do espiritual bem e do espiritual vero que dele procede, aí se diga ‘o varão e a esposa’, ou antes ‘o varão e a mulher’. Daí resulta que se conhece, também por essas palavras mesmas, de que bem e de que vero se trata na Palavra em seu sentido interno. [3] Esta também é a causa de que aqui e ali se tenha dito antes, que os casamentos representam a conjunção do bem e do vero, e do vero e do bem. O amor conjugal tira também a sua origem dessa conjunção: o amor conjugal entre os celestes, da conjunção do bem com o vero, e o amor conjugal entre os espirituais, da conjunção do vero com o bem. Os casamentos também correspondem realmente a essas conjunções. A partir destas explicações, vê-se claramente o que envolve o fato de que o pai tenha chamado o nome do primeiro [filho], e a mãe, do segundo e também do terceiro, como consta na língua original, a saber, que o pai chamou o primeiro, porque por ele era significado o falso, e que a mãe ao segundo porque por ele era significado o mal.