. ‘Talvez morra também este como os seus irmãos’; que signifique o temor para que ele não perecesse, a saber, o representativo de igreja que estava com a posteridade que é oriunda de Jacó, e especificamente a que, oriunda de Jacó, provém de Judá, vê-se pela significação de ‘para que talvez não morra’, que é o temor para que não pereça. Com isto, que o representativo de igreja, que estava com a posteridade oriunda de Jacó, pereceria se a ele fossem adjungidos os internos que pertencem à Igreja representativa genuína, assim acontece: Entre a posteridade oriunda de Jacó deveria ser instituída uma Igreja Representativa tal qual ela fora entre os antigos; mas essa nação era tal que ela queria cultuar e adorar somente os externos e nada saber absolutamente a respeito dos internos, porquanto esteve imersa nas cobiças do amor de si e do mundo e, daí, nos falsos. Ela acreditou, mais do que os gentios, que havia muitos deuses, mas que JEHOVAH era maior do que os outros, porque podia fazer maiores milagres, razão por que desde que os milagres cessavam e também quando eles se tornavam menos impressionantes pelo fato de serem frequentes e familiares, logo ela se convertia para outros deuses, como se pode ver claramente pelos históricos e pelos proféticos da Palavra. [2] Como essa nação era tal, não pôde ser instituída no interior dela uma Igreja Representativa qual existira entre os antigos, mas somente um representativo de igreja; e era provido pelo Senhor para que se fizesse, por meio desse representativo, alguma comunicação com o céu, uma vez que o representativo pode existir com os maus, porque ele não diz respeito a pessoa mas sim a coisa. Daí se vê que o culto, relativamente a eles, não tenha sido senão o idolátrico (n. 4825), embora os representativos em si mesmos contivessem os santos Divinos. Com um tal culto, a saber, o idolátrico, o interno não pôde ser conjungido, afinal se o interno tivesse sido adjunto, isto é, se [os judeus] tivessem reconhecido os internos, então eles teriam profanado as coisas santas, pois quando um interno santo é conjunto a um externo idolátrico ele se torna profano. Daí vem que os internos não tenham sido descobertos a essa nação, e se lhe tivessem sido descobertos, ela teria perecido. [3] Que essa nação não teria podido receber nem reconhecer os internos, ainda que eles lhe tivessem sido revelados, vê-se evidentemente por eles hoje, porquanto sabem hoje os internos, pois vivem entre os cristãos, mas ainda assim os rejeitam, e também os ridicularizam, e até a maior parte dos que se converteram também não fazem outra coisa em seu coração. A partir dessas explicações, é evidente que com essa nação houve não uma Igreja Representativa das coisas espirituais e celestes, mas somente um representativo de igreja, isto é, um externo sem o interno, o que em si é idolátrico. Por essas explicações, também se pode ver quão erroneamente pensam aqueles dentre os cristãos que creem que a nação judaica, no fim da igreja, se converterá e será eleita de preferência aos cristãos; e em maior erro ainda aqueles que creem que então o Messias (ou o Senhor) lhes aparecerá, e os reconduzirá à terra de Canaã por meio de um grande profeta e grandes milagres; mas os [homens] que laboram nesses erros são os que, nos proféticos da Palavra, por Judá, Israel e pela terra de Canaã, entendem Judá, Israel e a terra de Canaã, por conseguinte, aqueles que creem somente no sentido literal, e não se preocupam com nenhum interno.